Parceria amplia projeto Observando os Rios em Alagoas

O rio Manguaba, que integra a APA Costa dos Corais, é beneficiado pelo Projeto (Foto: Severino Carvalho)
O rio Manguaba, que integra a APA Costa dos Corais, é beneficiado pelo Projeto (Foto: Severino Carvalho)

Com Assessoria

A Fundação SOS Mata Atlântica e a Ypê fecharam parceria para o patrocínio e ampliação do projeto Observando os Rios, que vai monitorar a qualidade da água em rios de Alagoas.

Até o momento já foram criados 13 grupos para a análise de 8 rios no Estado. São eles: Pratagy, Fonte da Barra, Camaragibe, São Francisco, Manguaba, Lages/Tatuamunha, Palhano e Oiteiro.

Com isso, o projeto estará presente nos municípios alagoanos de Maceió, Penedo, Passo de Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres. Estes quatro integram a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, maior Unidade de Conservação Marinha (UCM) do país.

Para Malu Ribeiro, da Fundação SOS Mata Atlântica, a parceria permite intensificar e ampliar o trabalho que a ONG tem realizado ao longo dos anos para o resgate dos rios, córregos e nascentes pelo país.

“A parceria com a Ypê em defesa da água engrandece os esforços da SOS Mata Atlântica na recuperação da qualidade da água dos rios brasileiros. A Ypê foi a primeira empresa a retirar o fosfato dos lava-roupas, responsável pela formação de espumas que são nocivas à vida aquática”, lembra Malu.

Desde 1991 a SOS Mata Atlântica atua com o monitoramento da qualidade da água, mobilizando e engajando cidadãos e organizações em ações de conservação, recuperação e gestão participativa da água.

Com mais de 200 grupos e uma média de 15 pessoas por grupo, a Fundação SOS Mata Atlântica incentiva a participação de voluntários no monitoramento da água dos rios com o programa Observando os Rios. Como consequência, sua ação ajuda a engajar pessoas na cobrança do poder público por rios mais limpos e melhorar a qualidade de vida nessas áreas.

A iniciativa conta também com a parceria e apoio de ONGs e instituições locais, a exemplo do Instituto Biota, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e da Associação Peixe Boi.

Metodologia

A metodologia do Projeto se vale da percepção e de kits de análise distribuídos para aferir o Índice de Qualidade da Água (IQA). Conta com ferramentas de gestão à distância e bancos de dados que permitem que sejam utilizados por grupos voluntários de monitoramento que integram a Rede das Águas, em diversos rios e mananciais.

“O kit de monitoramento utilizado em nossa metodologia é fácil de ser usado e nos dá resultados indicativos de como está a qualidade da água dos rios, aferindo principalmente se há despejo de esgoto doméstico e lixo”, explica o coordenador do Projeto em Alagoas, César Pegoraro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *