Moradores voltam a cobrar remoção de carros apreendidos

Água acumulada em interior de veículo estacionado ao lado do 6°BPM (Fotos: Severino Carvalho)
Água acumulada no interior de veículo estacionado ao lado do 6°BPM (Fotos: Severino Carvalho)

Moradores da Rua Djalma Juvêncio, no bairro Patum, em Maragogi, voltaram a cobrar a remoção de carros apreendidos e depositados no entorno do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM).  Com os vidros quebrados, os veículos acumulam água parada em seus interiores e se transformam em criadouros em potencial do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e do zika vírus.

“Eu moro um pouco mais afastada, na ponta da rua, mas mesmo assim fico preocupada com a proliferação dos mosquitos”, confessou a dona de casa Maria José, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas.

Para Maria Eduarda Marques, os carros diminuem os espaços da via e atrapalham o trânsito, além de causarem impacto visual negativo. “Não há mais espaço para se estacionar do outro lado da rua”, lamentou ela.

O comando do 6º BPM informou que, no ano passado, solicitou, por duas vezes, ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a remoção dos veículos ao pátio do órgão, em Maceió, mas lamentou que os pedidos não tenham sido atendidos. No entorno do 6º BPM existem onze automóveis e, no pátio interno da corporação, 60 motos apreendidas em operações policiais.

Onze veículos se amontoam no entorno do Batalhão
Onze veículos se amontoam no entorno do 6° Batalhão de Polícia Militar

O secretário de Estado da Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, garantiu, em entrevista à Rádio Gazeta, que até o dia 20 de fevereiro todos os veículos apreendidos em operações policiais – na capital e no interior do Estado – serão recolhidos ao pátio do Detran, em Maceió.

Segundo ele, a ação já teve início em União dos Palmares e Arapiraca. A Vigilância Epidemiológica de Maragogi informou que os carros estacionados no entorno do 6º BPM são tratados com a aplicação de larvicida para que não se transformem em criadouros do mosquito Aedes aegypti. Já a assessoria do Detran foi contactada, mas não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem.

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