Menina raptada em Maragogi é resgatada no Coque em Recife

Segundo a presidente do Conselho Tutelar, Ana Lívia está bem de saúde e já foi alimentada (Foto: rede social)
Segundo a presidente do Conselho Tutelar, Ana Lívia está bem de saúde e já foi alimentada (Foto: rede social)

Atualizado às 21h33

A Polícia Militar de Pernambuco (PM/PE) e o Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Maragogi resgataram, por volta das 12h30 deste sábado (15), na comunidade do Coque, em Recife (PE), a pequena Ana Lívia, de apenas seis meses de idade. A criança estava em poder da dona de casa Verônica Maria da Silva, 32 anos, acusada de raptá-la no dia anterior no Conjunto Deda Paes, conhecido como “Risca Faca”, em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas.

Verônica e o marido dela, Paulo Roberto Galdino da Silva, foram detidos e conduzidos pela PM à Central de Flagrantes da Polícia Civil na capital pernambucana. Ela foi autuada em flagrante pelo crime de sequestro e ficou presa; ele, liberado após prestar depoimento.

Segundo a presidente do Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Maragogi, Thaísa da Silva, a acusada alegou que levou a menina porque a irmã da bebê, de apenas 11 anos, a entregou. Suspeita-se que a mulher sofra de problemas mentais.

“Na verdade, a acusada se aproveitou da saída da mãe da criança, Alzenir Maria Guimarães, para entrar na casa dela e pedir a bebê para levá-la ao médico. Como era conhecida da família, disse para a irmã da menina que se tratava de uma ordem da mãe dela, só que tudo não passava de mentira”, revelou Thaísa que, ao lado da conselheira tutelar Rafaela Ferraro, se dirigiu ao Recife na manhã deste sábado para tentar resgatar a pequena Ana Lívia.

“A menina está bem de saúde e já foi alimentada”, informou Thaísa. O rapto da criança mobilizou os moradores de Maragogi e das cidades pernambucanas de São José da Coroa Grande e e de Barreiros.

Na sexta-feira (14), dia do rapto, as conselheiras tutelares e os pais da menina prestaram queixa na 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Matriz do Camaragibe. Na companhia de policiais militares do 6º Batalhão, sediado em Maragogi, realizaram buscas nos dois Estados, sem conseguir êxito.

“Resgatar a criança no Recife só foi possível porque um filho de Verônica, de 18 anos de idade, morador de Maragogi, se prontificou a ajudar. Foi ele que nos deu o endereço da mãe na Favela do Coque, em Recife. Nós ligamos para o 190 da polícia de Pernambuco que nos mandou uma equipe e realizamos o resgate”, informou a presidente do Conselho Tutelar de Maragogi. Os pais da menina a encontraram ainda no Recife. Eles chegaram a Maragogi por volta das 20 horas, em uma viatura do Conselho Tutelar.

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