Artefato indígena é encontrado em Porto Calvo

Artefato já encontra em exposição no Centro Cultural Guedes de Miranda (Foto: divulgação)
Artefato já se encontra em exposição no Centro Cultural Guedes de Miranda, em Porto Calvo (Foto: divulgação)

Um artefato cortante de pedra – provavelmente um espécie de machado indígena – foi encontrado no solo da zona rural de Porto Calvo, a 100 km de Maceió, região Norte do Estado. O objeto foi achado por um homem que não quis se identificar. Ele doou a peça ao diretor municipal de Cultura, Adelmo Monteiro, que a deixou em exposição no Centro Cultural Guedes de Miranda, no centro da cidade.

O homem, que é motorista por profissão, prefere não conceder entrevista. Segundo Monteiro, o motorista encontrou o artefato ao fazer o corte de uma barreira em uma fazenda localizada na zona rural do município.

“Não posso informar o local para não provocar uma corrida à área, o que pode resultar na destruição de um possível sítio arqueológico”, ponderou o diretor, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas, edição desta sexta-feira (5).

Ele informou que vai acionar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objeto é feito em pedra polida. Tem aproximadamente 15 centímetros de comprimento. Monteiro acredita se tratar de um artefato indígena bastante antigo. Tribos habitavam a região de Porto Calvo mesmo antes da colônia.

O município é considerado a primeira freguesia de Alagoas. Em 2009, arqueólogos contratados pelo Iphan encontraram ossadas nos arredores da Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, construída em 1610, além de artefatos indígenas.

Monteiro disse que vai informar o achado ao Iphan, que decidirá sobre o futuro da peça, mas disse que, por enquanto, a manterá em exposição no Centro Cultural Guedes de Miranda, que guarda relíquias do período da ocupação holandesa/ibérica do século 17 encontradas no solo de Porto Calvo.

São balas de canhão, moedas antigas, talheres, dentre outros utensílios da época. Lá, também se encontra em exposição uma urna funerária indígena, achada na zona rural do município histórico.

“Essa região toda de Porto Calvo, passando por Jundiá, Jacuípe e Campestre, foi habitada por índios, muito antes da chegada dos portugueses e dos holandeses. No local onde foi achada essa urna funerária havia outras 14 ”, revelou Monteiro.

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