Moradores interditam AL-101 em Porto de Pedras

Rodovia foi bloqueada às 9h45 desta terça-feira (Foto: Severino Carvalho)
Rodovia foi bloqueada às 9h45 desta terça-feira (Fotos: Severino Carvalho)

Moradores do povoado Curtume interditaram, na manhã desta terça-feira, a AL-101 Norte, em Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas. Pescadores, marisqueiras, ambulantes e comerciantes protestaram contra o que chamam de privatização do acesso à praia do Patacho pelos donos de estabelecimentos hoteleiros.

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z-25, Pedro Luiz da Silva, a gota d’água que fez transbordar a insatisfação dos moradores foi o anúncio da construção de um resort que pretende fechar, em definitivo, uma antiga estrada vicinal, com três quilômetros de extensão, e que dá acesso à praia do Patacho, interligando os povoados de Curtume e Lages.

“Não somos contra o progresso. Queremos que ele aconteça, mas respeitando os interesses dos moradores da comunidade”, afirmou o presidente da Colônia Z-25. A pista foi interditada às 9h45 e o tráfego desviado para a estrada vicinal.

Com faixas, os manifestantes exigem uma audiência pública
Com faixas, os manifestantes exigem uma audiência pública

“Isso foi proposital.Não fechamos o trânsito para que os motoristas entrem pela antiga estrada e a conheçam, saibam da sua importância”, destacou um dos manifestantes.

Os moradores exigem a revisão de uma lei municipal que cria a Zona Especial de Turismo (ZET), aprovada pela Câmara de Vereadores em dezembro de 2006 e que permite a exploração da região do Patacho por estabelecimentos hoteleiros. Eles desejam uma audiência pública para discutir o assunto.

A praia do Patacho foi eleita a terceira mais bonita do Brasil e atrai para o seu entorno pousadas requintadas que recebem um público seleto do Sul e Sudeste do País, bem como turistas internacionais.

9 thoughts on “Moradores interditam AL-101 em Porto de Pedras

  1. Eu sempre digo que alguns vereadores só legislam em causas próprias, agora eu pergunto: Quanto não comerão para aprovar essa lei? E outra prejudicando as próprias pessoas que confiou um vote, pensando em esta bem representado. Olha ai o resultado de quem votou naqueles vereadores à época. A POPULAÇÃO TEM DIREITO DE SABER QUEM FOI OS NOJETOS DOS VEREADORES QUE APROVARÃO ESSA NOJERA DESSE PROJETO.

  2. Cadê o Prefeito de Porto de Pedras ? cadê a Procuradoria da República ? quem deu o alvará de construção ? daqui a alguns anos o pobre não terá direito sequer as praias.

  3. O gigante acordou! Enfim a população de Porto de Pedras acordou. Progresso deve existir,pousadas geram recursos, certo, mais não são donos do acesso ao Patacho nem da Praia. Já fecharam uma vez e a prefeitura abril se o povo ficar calado eles vão fechar novamente. Parábens povo.

  4. Pessoal, não entendo o por quê de tanta revolta. Os políticos atuais visam aumentar a infraestrutura local, gerando mais emprego para toda a população. Os políticos anteriores é que eram uma corja, só queriam colocar o dindim no bolso e nada faziam pela cidade.Estive em Porto de Pedras a menos de 5 meses e esta cidade encontra-se em total abandono. Pessoal, antes de fazer reclamações infundadas, ESTUDEM e VÃO TRABALHAR que é melhor. No Gunga o acesso foi fechado e tudo está bem mais organizado. Pensem na quantidade de empregos que vai gerar a esta população a construção de um resort, o turismo atual irá aumentar ainda mais.
    Sem mais para o momento.

    1. “Sabe de Nada Inocente” – A Praia do Gunga era fechada visando interesse particular do Sr. Nivaldo Jatobá. A população acionou o Ministério Público e hoje é aberta a qualquer cidadão e foi desse período pra cá que o desenvolvimento sustentável para todos os barraqueiros começou a funcionar de fato.

  5. As praias são um bem público, garantido pela constituição e pela pela lei LEI Federal Nº 7.661, DE 16 DE MAIO DE 1988, denominada de gerenciamento costeiro; que em seu Art. 10,cita: As praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao
    mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica.
    § 1º. Não será permitida a urbanização ou qualquer forma de utilização do solo na Zona Costeira que impeça ou dificulte o
    acesso assegurado no caput deste artigo.
    § 2º. A regulamentação desta lei determinará as características e as modalidades de acesso que garantam o uso público das praias e do mar.
    § 3º. Entende-se por praia a área coberta e descoberta periodicamente pelas águas, acrescida da faixa subseqüente de
    material detrítico, tal como areias, cascalhos, seixos e pedregulhos, até o limite onde se inicie a vegetação natural, ou, em sua ausência, onde comece um outro ecossistema. Portanto, esta lei municipal é inconstitucional, sugiro que seja acionado o ministério Público Federal, apresentada uma queixa na Delegacia do Patrimônio da União.

  6. Esse projeto foi aprovado na gestão do Sr. Rogério Farias, com a anuência dos vereadores da época, que são de fato que deveria zelar pelo patrimônio público, respeitando o voto que dos seus conterrâneos. Ninguém é contra o desenvolvimento, mas que seja um desenvolvimento sustentável para toda população e não privatizar a praia para atender interesses individuais. Vamos pressionar a prefeita para revogar o projeto.

  7. Todos falam de privatização da praia do Patacho, ela não foi privatizada , foi cercada justamente os terrenos que os donos das pousadas compraram. Por que a população ao invés de reclamar tanto não faz uma limpeza geral , todo domingo depois que fazem seu churrasco encostado ao coqueiro queimando ou quando um ônibus que vem com pessoas para fazer o famoso piquenique, ninguém fala isso. O barulho pela própria população com sons de carro muito alto, chegando a incomodar as pousadas, as poucas casas e ao próprio turista que ali visita. Os donos de pousadas e residências nesta região está tentando conservar a vegetação, que os próprios moradores destrói. Isso ninguém fala!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *