Esgoto da Casal vaza e volta a prejudicar moradores

Esgoto da Casal retorna pelos ralos das casas e inunda cômodos (Foto: cortesia)
Esgoto da Casal retorna pelos ralos das casas e inunda cômodos (Foto: cortesia)

O esgoto da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) voltou a jorrar pelos quatro cantos da rua Karol Wojtyla (Papa João Paulo II), em Maragogi, no Litoral Norte do Estado. Dessa vez, além de alagar a via, que não é pavimentada, a água fétida retornou pelos ralos dos banheiros, alagando as casas e transformando a vida dos moradores num inferno, na rua que leva nome de santo.

Revoltado com a situação, depois de várias reclamações, um dos moradores da rua Karol Wojtyla escreveu uma carta à diretoria da Casal, em que relata os transtornos causados pelo esgoto que vaza da rede da Companhia. E cobra providências.

“O mês de julho é um mês de férias e meus filhos não tiveram o direito de tê-las, pois não os traria jamais para ter contato com essa imundice. Uma situação que não desejo aos senhores, cuja empresa deveria cuidar do bem estar dos cidadãos”, escreveu o morador.

Ele contou à GazetawebMaragogi que já tentou vender e até mesmo alugar o imóvel, mas quando os clientes ficam sabendo do problema, logo desistem do negócio.

“Não consegui sequer entrar na minha casa. Até o ultimo cômodo está e continua alagado de esgoto. Tenho equipamentos, móveis e livros que possivelmente estejam já estragados”, relatou.

Na semana passada, o jornal Gazeta de Alagoas mostrou o drama vivido pelos moradores da rua Karol Wojtyla. A comerciante Maria José da Silva, 48 anos, reclamou que a fedentina e o contato inevitável com o esgoto já lhe provocaram problemas sérios de saúde.

“O que mais incomoda é o fedor. Não consigo dormir à noite com muita dor de cabeça. Pelo corpo, apareceram tumores”, disse, exibindo-os.

Segundo Maria José, os vazamentos começaram a surgir em dezembro do ano passado e de lá pra cá se converteram em desagradável rotina.

“É sempre assim: o esgoto fica escorrendo uns 15 dias, quase um mês inteiro. Aí, vem a Casal ajeita e depois volta tudo de novo”, lamentou a comerciante.

Casal

A chefe de Núcleo da Casal em Maragogi, Lucineide Mendes, explicou que o vazamento ocorre porque a Estação Elevatória de Esgoto (EEE-4) já não suporta o volume gerado pelas residências conectadas à rede. Isso acontece porque, em 2004, quando o projeto foi executado, havia pouquíssimas residências naquela região.

O problema se agravou depois que um grande hotel também se interligou à rede coletora de esgoto da Companhia, com a aprovação desta, sobrecarregando ainda mais a EEE-4.

“Outro problema que causa o retorno do esgoto é o depósito de lixo na rede. Uma garrafa pet, por exemplo, é capaz de emperrar todo o sistema, apesar da manutenção periódica que fazemos”, observou Lucineide.

Ela informou, ainda, que uma equipe técnica do escritório central da Casal esteve em Maragogi na semana passada, quando foi realizado um diagnóstico da situação. Segundo Lucineide, um projeto será elaborado com objetivo de substituir as bombas atuais por equipamentos de maior potência.

“Estou em Maceió hoje (quarta-feira) justamente para tratar deste assunto e definir um prazo para a adequação do sistema”, revelou Lucineide.

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