Vigilância Sanitária divulga balanço da operação carnaval

Utensílios inadequados apreendidos em Maragogi pela Vigilância Sanitária (Fotos: Severino Carvalho)
Utensílios inadequados apreendidos em Maragogi pela Vigilância Sanitária (Fotos: Severino Carvalho)

A Vigilância Sanitária Municipal divulgou o balanço da Operação Carnaval realizada nos dias 01, 02 e 03 de março em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. Os fiscais vistoriaram hotéis, pousadas, bares e restaurantes. As inspeções foram feitas conjuntamente com equipes da Vigilância Sanitária Estadual.

Os fiscais apreenderam diversos utensílios de cozinha inadequados e deteriorados, capazes de contaminar alimentos, a exemplo de panelas de alumínio, colheres de pau, facas, tábuas de quebrar caranguejo, entre outros. “Colheres de pau e tábuas de madeira acumulam resíduos que podem contaminar os alimentos”, alertou a coordenadora da Vigilância Sanitária Municipal, Roseane Pinto, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas, edição desta quinta-feira.

De acordo com ela, apesar das apreensões, a operação teve um caráter educativo. Participaram das inspeções cinco técnicos da Vigilância Sanitária Estadual e oito da Municipal. “Maragogi foi o único município do interior do Estado que contou com o reforço da Vigilância Estadual durante três dias no carnaval”, lembrou Roseane.

Foram apreendidas 17 panelas de alumínio, todas sem condições de uso; 28 colheres de pau, 20 tábuas de quebrar caranguejo, bem como dezenas de facas e recipientes térmicos usados para conservar bebidas. “Não encontramos mais irregularidades porque antes do carnaval fizemos um trabalho preventivo”, destacou Roseane.

Coordenadora municipal, Rosineide Pinto participou pessoalmente da Operação Carnaval
Coordenadora municipal, Roseane Pinto participou pessoalmente da Operação Carnaval

Intensificação

Desde o início de janeiro, as inspeções feitas pela Vigilância Sanitária Municipal foram intensificadas em Maragogi por causa da alta temporada turística. Segundo a coordenadora, 32 estabelecimentos foram notificados e onze lacrados por irregularidades diversas.

Segundo a coordenadora, as irregularidades mais comuns detectadas pela Vigilância Sanitária foram: falta de higienização do ambiente de trabalho e dos manipuladores de alimentos; talheres inadequados confeccionados em madeira, o que é proibido; ausência de telas de proteção nas janelas e nos rodapés das portas, além de alimentos mal acondicionados, não-identificados e fora do prazo de validade.

O assessor jurídico da Vigilância Sanitária, advogado Rafael Rocha, informa que o Código Sanitário Municipal será reformulado. O projeto deve ser levado, em breve, à Câmara de Vereadores para apreciação. “O atual código está defasado. Vamos atualizá-lo e uma das novidades será a aplicação de multa para quem desobedecê-lo”, revelou Rocha.

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