Superintendente: “Não tem diálogo com agitador”

Faixas fixadas em frente à agência da Previdência de Porto Calvo (Foto: divulgação)
Faixas fixadas em frente à agência da Previdência de Porto Calvo (Fotos: divulgação)

O superintendente da Previdência Social em Alagoas, Edgar Barros dos Santos, afirmou, em entrevista à Gazeta de Alagoas, edição desta quarta-feira, que não vai negociar com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maragogi que cobra melhorias no atendimento à categoria na agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Porto Calvo.

Barros reconheceu que há carência de médicos para a realização de perícias, mas negou o abandono das instalações, como denunciou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maragogi, Renan José Luiz.

“Não tem diálogo com agitador”, reagiu Barros, em entrevista à Gazeta de Alagoas, ao se referir ao presidente do Sindicato.

Segundo o superintendente, a entidade sindical sempre teve atendimento diferenciado por parte da agência do INSS de Porto Calvo, mesmo sem ser conveniada com a Previdência Social.

“Fazíamos isso em consideração à Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas) que, tenho certeza, não aprovou essa manifestação. De agora em diante, o Sindicato de Maragogi não terá mais atendimento preferencial”, afirmou o superintendente.

Barros disse que reconhece a carência de médicos para a realização de perícias, mas alega que esse é um problema que aflige todas as agências da Previdência Social no Brasil. “O Ministério da Previdência junto à Presidência da República está trabalhando para resolver essa situação”, acrescentou.

Ocupação aconteceu na última terça-feira
Ocupação aconteceu na última terça-feira

A agência do INSS de Porto Calvo foi ocupada na última terça-feira por cerca de 100 filiados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Maragogi. Eles realizaram o ato para denunciar a precariedade no atendimento aos segurados e protestar contra o abandono das instalações físicas daquela unidade, inaugurada em 2010.

Os manifestantes estenderam faixas em frente ao prédio do INSS com os dizeres: “Descanse em paz, finada Previdência” e “Queremos mais servidores”.

“Permanecemos na agência das 8 h às 13 horas e ninguém nos recebeu. A lentidão e a inoperância são as mesmas de sempre”, criticou Renan.

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