Quebra-molas causam acidentes na AL-101 Norte

Mulher sofreu tombo de moto ao passar por sobre quebra-mola (Foto: Bruno Silva / Cortesia)
Mulher sofreu tombo de moto ao passar por sobre quebra-mola (Foto: Bruno Silva / Cortesia)

Instalados na AL-101 Norte pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) com objetivo de evitar atropelamentos, os quebra-molas se converteram numa das principais causas de acidentes envolvendo carros e motos. Provocam colisões, saídas de pista e tombos.

Mal sinalizados e em quantidade excessiva, esses redutores físicos de velocidade estão espalhados ao longo do perímetro urbano de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas.

São pelo menos 15 quebra-molas instalados na AL-101 Norte, entre São Bento e Peroba, num trecho de cerca de 30 quilômetros. Moradores das margens da rodovia, com receio de atropelamentos, revindicam, cada vez mais, os redutores de velocidade ao DER, que garante seguir critérios técnicos para a instalação.

Além da precária sinalização e do excesso de lombadas, os motoristas reclamam da falta de padronização desses obstáculos, extensos e altos. Dono de um lava-jato à margem da AL-101 Norte, em Maragogi, o comerciante Amaro Barbosa já presenciou diversos acidentes depois que o DER instalou um quebra-molas quase que em frente ao estabelecimento dele.

“O medo que faz é um carro desses perder o controle e entrar aqui no lava-jato. O problema é que não tem sinalização. Os carros freiam em cima ou passam com tudo. A única placa que existe está apagada e fica muito próxima: não dá tempo para o motorista reduzir”, explicou Barbosa, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas, edição desta terça-feira (15).

Na manhã do último domingo, uma mulher se feriu ao cair da moto. Ela não viu a lombada que existe nas imediações do povoado Corre Água, passou sobre o obstáculo em alta velocidade e tombou. O DER informou que não há previsão para reforçar a sinalização dos trechos onde existem quebra-molas na AL-101 Norte, em Maragogi.

Segundo o órgão estadual, o procedimento faz parte do conjunto de obras previstas no projeto firmado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para recuperar a malha rodoviária do Litoral Norte de Alagoas. O convênio, porém, foi contestado judicialmente e as obras encontram-se paralisadas desde 2011.

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