Prefeito de Novo Lino nega que terreno invadido seja do município

Famílias removeram cana e ergueram barracas no acampamento (Foto: Severino Carvalho)
Famílias removeram a cana e ergueram barracas no terreno (Foto: Severino Carvalho)

O prefeito de Novo Lino, Aldemir Rufino (PMDB), negou, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas, edição desta quarta-feira (11), que a área invadida por famílias sem-teto pertença ao município. Segundo ele, o terreno é de propriedade da Destilaria Porto Alegre, sediada na vizinha cidade de Colônia Leopoldina.

De acordo com o prefeito, para reduzir o déficit habitacional em Novo Lino, o município está construindo 40 casas populares e a edificação de outras 30 será iniciada em breve.

“Sei que ainda não é o suficiente, mas vamos correr atrás de mais unidades habitacionais”, garantiu o gestor.

O superintendente da Destilaria Porto Alegre, Aldo Goulart, esclareceu que a área invadida é privada e arrendada pela indústria para a plantação de cana-de-açúcar. Ainda de acordo com ele, a empresa ingressou, na terça-feira (10), com uma ação de reintegração de posse para reaver o imóvel.

“Queimaram e destruíram oito hectares de cana. Não vamos abrir mão da área para ninguém”, enfatizou o superintendente.

Com aproximadamente 12 hectares, a área foi ocupada por mais de 250 famílias sem-teto ligadas ao Movimento Via do Trabalho (MVT). Os ocupantes denunciam que o imóvel foi desapropriado pelo município há anos para a construção de casas populares, mas que estava ocupado por uma plantação de cana-de-açúcar pertencente à destilaria.

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