Polícia Civil ainda sem pistas sobre atentado ocorrido em Matriz

Vítimas foram atingidas na calçada na Rua Santa Luzia, em Matriz (Foto: Severino Carvalho)
Vítimas foram atingidas na calçada na Rua Santa Luzia, em Matriz (Foto: Severino Carvalho / arquivo)

A Polícia Civil ainda não tem pistas que levem à elucidação do atentado que deixou duas pessoas mortas e uma ferida em Matriz do Camaragibe, região Norte do Estado, na última quarta-feira. O delegado regional, Belmiro Cavalcante, responsável pelo inquérito policial que apura os crimes, informou ao jornal Gazeta de Alagoas, edição deste sábado (17), que começará, na próxima semana, a ouvir os depoimentos de familiares e de testemunhas.

“Não foi possível ouvir as testemunhas e familiares porque ontem (quinta-feira) foram realizados os enterros e elas ainda estavam bastante abaladas”, argumentou o delegado regional, em entrevista à Gazeta. De acordo com ele, havia outras pessoas na calçada onde os dois adolescentes – um de 15 e outro de 17 anos – além de jovem de 18 anos foram atingidos pelos disparos de pistola calibre 380 e de revólver 38.

“O silêncio é total. A vizinhança, com medo, não diz nada. Havia outras pessoas na calçada no momento dos crimes e todas serão ouvidas”, prometeu o delegado. No atentado, com características de execução, foram mortos: Clécio Santos de Lima, 15, e Wanderson José da Silva, 18.

Quatro homens encapuzados em um veículo Fiat de cor cinza – placa não anotada – se aproximaram das vítimas, que conversavam sobre a calçada da Rua Santa Luzia, no centro da cidade. Três dos ocupantes do veículo saíram e abriram fogo contra elas. Wanderson morreu ainda na calçada. Ferido, Clécio buscou abrigo na casa da avó, mas foi perseguido e executado na varanda.

W.J.S., 17, (irmão de Wanderson) conseguiu escapar ao se esconder no interior do imóvel. Atingido na barriga e na perna, foi socorrido e levado de ambulância ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Ele foi submetido à cirurgia e permanece internado em recuperação.

Das três vítimas, duas tinham passagem pela polícia, informou a 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil (8ª DRPC). Clécio Santos fora apreendido, no ano passado, por porte ilegal de arma de fogo e Wanderson respondia em liberdade pelo crime de tráfico de drogas.

Ele usava uma tornozeleira de monitoramento eletrônico quando foi executado. Recaem, ainda, sobre as vítimas acusações por roubos de motos e celulares supostamente praticados na região Norte do Estado, em cidades como Barra de Santo Antônio

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