Piscinas da AABB representam risco à saúde pública

Piscinas desativadas acumulam água parada na AABB de Porto Calvo (Fotos: Severino Carvalho)
Piscinas desativadas acumulam água parada na AABB de Porto Calvo (Fotos: Severino Carvalho)

Duas piscinas abandonadas na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) de Porto Calvo, região Norte de Alagoas, se transformaram em criadouros em potencial do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Os moradores do bairro do Varadouro temem um surto da doença e cobram providências à Secretaria Municipal de Saúde. “Isso já deveria ter sido fechado com barro.

Depois de 4 horas da tarde, ninguém consegue mais ficar na praça porque a quantidade de muriçoca é grande”, reclama o comerciante Joselito Souza, que também possui uma escola de educação infantil e ensino fundamental na mesma rua onde está situada a AABB. De acordo com ele, as piscinas da Associação Atlética estão desativadas há mais de dez anos.

“Essas piscinas são um risco à saúde pública”, reclama. O caso foi mostrado pela Gazeta de Alagoas, edição desta quarta-feira. A reportagem do jornal esteve no local e pôde constatar a presença de larvas dentro das duas piscinas: uma infantil e outra maior, destinada ao público adulto. As duas estavam cheias com uma água de coloração esverdeada.

Nos arredores, também foi possível verificar a presença de lixo, principalmente de recipientes que acumulam água, a exemplo de copos descartáveis e fundos de garrafa. “A situação é preocupante”, concorda a dona de casa Lidiana Magalhães, que mora na Vila dos Bancários, no bairro do Varadouro. “Não deixa de ser um incômodo pelo risco de doenças como a dengue”, acrescenta.

Fundo de garrafa acumula água parada e larvas na AABB de Porto Calvo
Fundo de garrafa foi encontrado próximo às piscinas desativadas: água parada

Conforme o último boletim informativo da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), sobre a situação da dengue no Estado, Porto Calvo registra apenas um caso suspeito da doença.

Mas, na classificação por área de risco, o Índice de Infestação Predial (IIP) na zona urbana do município é de 3,15%, o que representa risco de surto. O índice satisfatório fica abaixo de 1%. Contactada, a diretora municipal de Vigilância em Saúde, Adriana Costa, informou que agentes de endemias estiveram na área apontada pela reportagem e aplicaram abate (larvicída) nas águas das duas piscinas.

Técnicos da Vigilância Sanitária também participaram da inspeção e vão notificar o responsável pela AABB para que tome providências no sentido de evitar água acumulada naquela área. “Vamos avaliar a possibilidade de esvaziar essas piscinas”, disse Adriana.

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