MVT denuncia extração irregular de saibro

No local da retirada do saibro, árvores foram derrubadas (Foto: Severino Carvalho)
Para a retirada do saibro, árvores foram derrubadas e outras soterradas (Fotos: Severino Carvalho)

Em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas, edição desta terça-feira (22), o coordenador regional do Movimento Via do Trabalho (MVT), Antônio Gomes, denunciou uma suposta extração irregular de saibro (areia misturada com argila) de uma jazida localizada na Fazenda Castelo, zona rural de São Miguel dos Milagres, Litoral Norte de Alagoas.

O barro está sendo retirado por uma empresa contratada pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) para a implantação de um segmento da AL-101 Norte. Mas, segundo o movimento social, a extração ocorre de forma irregular: fora da área estabelecida pela licença ambiental, afetando um remanescente de mata atlântica.

“Pela licença, a retirada do traço tem de acontecer a 30 metros da margem da rodovia, mas está acontecendo a 200 metros pra frente, dentro da mata, acabando com tudo”, denunciou o coordenador regional do MVT, apresentando cópias do que seriam as licenças de extração expedidas pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

“Se um assentado ou acampado retira madeira da mata é logo punido. Aqui, o governo do Estado está acabando com a mata e nenhum órgão ambiental toma providência. A degradação é grande”, declarou Antônio Gomes.

A reportagem esteve na área apontada pelo coordenador do MVT. Nenhum trabalhador foi encontrado ali. Uma retroescavadeira e apetrechos foram deixados no local. Por todos os lados, há escavações, muita delas na base de um morro coberto por um remanescente de mata atlântica. Há árvores e galhos de espécies nativas cortados pelo chão, bem como soterrados pela grande movimentação de terra.

Em nota enviada à reportagem, o DER informou que a jazida (local da retirada do material utilizado na obra de restauração no trecho Barra de Camaragibe/ Porto de Pedras) é licenciada pelo Instituto do Meio Ambiente. O DER acrescentou, ainda, que a empresa que presta serviço ao órgão estadual trabalha dentro da área limitada e autorizada pelo IMA.

Conflito

Retroescavadeira é utilizada para a retirada do material
Retroescavadeira é utilizada para a retirada do material

A Fazenda Castelo, onde estaria ocorrendo a retirada do material, está ocupada por 48 famílias do MVT desde o dia 17 de maio. Os acampados denunciaram, ainda, que estão recebendo ameaças por parte de homens armados, que exigem a saída deles do imóvel.

Antônio Gomes garantiu que não há mandado de reintegração de posse para área e que, por isso, os sem-terra vão permanecer na propriedade, reivindicada para fins de reforma agrária. Ele revelou, ainda, que a situação é de tensão no local e pede a intervenção da Ouvidoria Agrária do Incra e do Centro de Gerenciamento de Crises, Direitos Humanos e Polícia Comunitária (CGCDHPC) para mediar o conflito.

“Desde que entramos nessa propriedade que o administrador e capangas armados ameaçam os trabalhadores com rifles e espingardas de cartucho, dando tiro dentro da propriedade. Dias atrás, jogaram o carro em cima do acampado: quase mataram o companheiro”, declarou Antônio Gomes. O administrador da fazenda não foi encontrado pela reportagem.

One thought on “MVT denuncia extração irregular de saibro

  1. Bom dia só queria deixar um recado para todos aqueles que estar fazendo o curso de bombeiro civil em maragogi o curso que eles estão fazendo não é um curso valido primeiro não esta escrito na CNBC e o cnpj é de formação de informática por lei os aluno não pode de maneira nenhuma usa fardamento de bombeiro civil ate concluí o curso e também como e que um bombeiro milita que esta afastado tomado remédio controlado pode da aula e os bombeiro militar não fiscaliza isso e também queria saber porque as autoridade não fiscaliza este tipo de empresa obrigado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *