Instituto propõe expandir zona de preservação

Pesquisadores fazem mergulho na ZV Mãe da Galé, na costa de Maragogi (Foto: Instituto Aqua Terra)
Pesquisadores fazem mergulho na ZV Mãe da Galé, na costa de Maragogi (Foto: Instituto Aqua Terra)

O Instituto Aqua Terra, organização não governamental (ONG) – deseja expandir a Zona de Preservação da Vida Marinha (ZPVM) existente na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, no litoral de Maragogi, dos atuais 71.9 hectares para 130.4 ha. Para isso, os técnicos propõem uma readequação do Plano de Manejo da Unidade de Conservação (UC), em vigor desde o ano passado.

Conforme a proposta, a área recifal conhecida como “Mãe da Galé”, que atualmente integra a Zona de Visitação (ZV) turística, passaria à categoria de ZPVM, onde não é permitida nenhuma atividade antrópica, exceto pesquisa autorizada. Nesta área, o ambiente permanece o mais preservado possível, representando o mais alto grau de preservação da UC. Tem importante papel como matriz de repovoamento de diversas espécies da fauna e flora marinha estuarinas.

“A ‘Mãe da Galé’, como o próprio nome já diz, originou as piscinas naturais de Maragogi, muito conhecidas pelos turistas que visitam nosso município. Acontece que aquela área não é mais explorada comercialmente desde 2009. Nosso desejo é preservá-la e recuperá-la tornando-a uma ZPVM”, propôs o instrutor de mergulho Paulo Florido, integrante do Instituto Aqua Terra.

Pela proposta, Maragogi continuaria com as três zonas de visitação turística: Galés, Taocas e Barra Grande, mas teria uma expansão de 58.15 hectares em sua ZPVM, que atualmente possui 71.9 ha, área muito menor se comparada às de Tamandaré (276 ha) e de São José da Coroa Grande (259 ha), municípios pernambucanos integrantes da APA Costa dos Corais.

No sábado (13), seis pesquisadores ligados ao Instituto Aqua Terra fizeram uma incursão à área conhecida como Mãe da Galé. Eles colheram coordenadas georreferenciadas que subsidiarão o novo zoneamento a ser proposto. O trabalho durou das 9 h às 13 horas e foi coordenado pela bióloga e pesquisadora responsável da ONG, Roberta Carvalho.

Integram ainda a equipe do Aqua Terra, o biólogo Arthur Siqueira, o engenheiro de pesca Artur Leão e os auxiliares de campo: Bruna Lima (técnica em turismo) e Romero Nunes (Mergulhador Dive Master).

“A pesquisa busca comprovar que a ZV Mãe da Galé, que não possui utilidade pela comunidade para o ramo turístico, seja adequada e modificada no Plano de Manejo da APA Costa dos Corais para ZPVM. Isso trará benefícios não somente para o meio ambiente, através da conservação de uma área tão importante como o ambiente recifal, mas, principalmente, beneficiando a comunidade, como os pescadores e todos aqueles que utilizam os ambientes recifais para sua sobrevivência”, destacou Roberta Carvalho.

De acordo com ela, a pesquisa possui autorização do Instituto Chico de Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio).

“A nossa grande dificuldade é que somos uma organização sem fins lucrativos, e estamos realizando a pesquisa através da colaboração da Operadora de Mergulho Projeto Oceano Mar que quando possui disponibilidade nos empresta sua embarcação e equipamentos. Precisamos de alguma empresa ou órgão público que nos ajude nos custos da pesquisa que relativamente são baratos quando comparados ao benefício à sociedade e ao meio ambiente”, concluiu Roberta Carvalho.

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