Instituto Federal mantém aulas apesar da greve

Faixas do movimento grevista foram afixadas na sede provisória do Campus Ifal em Maragogi (Foto: Erick Balbino)
Faixas do movimento grevista foram afixadas na sede provisória do Campus Ifal em Maragogi (Foto: Erick Balbino)

Apesar da greve dos servidores técnicos e professores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), anunciada em faixas fixadas no prédio sede da instituição, o campus Maragogi manteve as aulas e atividades de pesquisa, extensão, monitoria e visitas técnicas.

Segundo a chefe do Departamento Acadêmico, Sandra Maria Patriota Ferraz, isso só foi possível porque “apenas” 14 dos 43 professores do quadro aderiram ao movimento nacional grevista, iniciado em 22 de abril.

“O movimento de greve nos forçou a modificar o horário das aulas, que foram remanejadas para que o aluno tenha, durante o turno, a maior carga horária possível”, explicou Sandra Maria Patriota, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas.

Estudam no campus Maragogi mais de 500 alunos de nove municípios da região Norte do Estado. “As visitas técnicas também foram mantidas. Essa semana, visitamos a Braskem e, na semana passada, estivemos na Petrobras”, recordou a chefe.

De acordo com ela, os professores que aderiram à paralisação nacional terão de repor as aulas, quando retornarem ao serviço. Sandra Maria lembrou, ainda, que durante a Copa do Mundo de Futebol, as aulas serão ministradas normalmente e que só haverá paralisação nos dias de jogos da Seleção Brasileira.

Professor de História, Carlos Filgueiras afirmou que não aderiu à greve por entender que o momento não é de paralisação. “Existe, na verdade, uma série de fatores. A pauta, por exemplo, está pouco focada”, justificou. Segundo ele, a categoria exige a antecipação, para este ano, da parcela de aumento prevista para 2015, dentre outras reivindicações. “O reajuste foi escalonado e a parcela deste ano já foi paga”, recordou.

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