Diagnóstico revela a rica vida marinha e lagunar de AL

Equipe do IMA desembarcou em Maragogi na quarta-feira (Paulo Florido / cortesia)
Equipe do IMA desembarcou em Maragogi na quarta-feira (Paulo Florido / cortesia)

Uma equipe multidisciplinar do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) desembarcou em Maragogi e Japaratinga, na semana passada, para finalizar os trabalhos de campo que vão subsidiar a elaboração do Diagnóstico dos Ambientes Marinhos e Lagunares de Alagoas.

O levantamento das espécies que habitam os mares e lagoas do Estado teve início há três anos, por meio de convênio firmado entre a Petrobras e o IMA. Em agosto próximo, o Instituto pretende publicar o livro intitulado: “Inventário dos Ambientes Marinhos e Lagunares do Estado de Alagoas”.

Nessa publicação, além do levantamento biótico também estarão identificados, por exemplo, os principais pontos turísticos, as áreas de pesca e de naufrágios. Haverá ainda o lançamento de um DVD com as imagens e informações reunidas durante o trabalho.

“Esse projeto é uma contribuição científica. Teremos a oportunidade de divulgar o produto deste convênio que será um livro e um DVD em que disponibilizaremos todas as nossas espécies catalogadas, georreferenciadas e identificadas”, informou o diretor-presidente do IMA, Adriano Augusto.

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Scolymia é um tipo de coral solitário encontrado na APA Costa dos Corais (Cortesia / IMA)

Ele esteve acompanhando a última jornada dos biólogos e mergulhadores pelos mares de Maragogi e Japaratinga, municípios inseridos na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, a maior unidade de conservação marinha do País. O trabalho começou na quarta-feira (28) e foi encerrado na sexta (30).

“Trata-se de um inventário dos ambientes marinhos e lagunares do Estado de Alagoas, de toda a nossa costa, desde Piaçabuçu até Maragogi”, acrescentou o diretor do IMA.

Os profissionais mergulharam nas piscinas naturais, também conhecidas como Galés, que integram o principal atrativo turístico de Maragogi. Realizaram incursões subaquáticas nas Taoocas, Barra Grande, Croa de São Bento e Picões de Japaratinga.

No primeiro dia, apesar do mau tempo, foi possível fazer belas imagens da vida marinha nas Galés de Maragogi, localizadas a cerca de cinco quilômetros da costa.

Não obstante a intensa exploração turística das piscinas naturais de Maragogi, ao longo das últimas duas décadas, os biólogos ficaram impressionados com a diversidade e abundância da flora e fauna aquáticas ali visualizadas.

Abundância de peixes nas piscinas naturais de Maragogi
Abundância de peixes nas piscinas naturais de Maragogi (Cortesia / IMA)

“A quantidade de peixe que a gente encontrou e o tamanho não são fáceis de achar em outros locais onde a pesca é mais ativa. Eu acho que o esforço que se tem para preservar o local está refletindo positivamente”, observou o biólogo Juliano Fritscher.

Formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fritscher revelou a existência de um tipo de coral que não é encontrado no Litoral Sul do Estado, mas que por estas paragens costuma se exibir com certa frequência.

“O Scolymia é um tipo de coral solitário, bem grande, que parece uma flor. A gente só passa a encontrá-lo, em pouca quantidade, a partir de São Miguel dos Milagres. Aqui em Maragogi já tinha uma quantidade razoável. Ele é presente na APA Costa dos Corais”, detalhou o biólogo.

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