Dezenove testemunhas e 5 réus são ouvidos em ação contra prefeito de Japaratinga

Prefeito foi afastado por improbidade administrativa (Foto: Carlos Rosa)
Prefeito de Japaratinga é acusado de improbidade administrativa (Foto: Carlos Rosa / Arquivo GA)

Com informações do MPE

O juiz da Comarca de Maragogi, Diogo de Mendonça Furtado, ouviu, em audiência de instrução, que durou toda a manhã e tarde de terça-feira (11), vinte e quatro pessoas ligadas à ação por ato de improbidade administrada ajuizada contra o prefeito de Japaratinga, Newberto Ronald Lima das Neves (PSD). A audiência judicial foi realizada para que, ao final do processo, o magistrado possa proferir a sentença, ainda sem data prevista.

Foram ouvidos os cinco réus da ação e 19 testemunhas ao todo. Pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público participaram o promotor de Justiça José Carlos Castro, que também coordena o colegiado, e o promotor Anderson Cláudio de Almeida Barbosa.

“Ajuizamos a ação porque o Ministério Público tem certeza das acusações feitas contra o prefeito Newberto Ronald Lima das Neves. O gestor e alguns dos seus secretários praticaram uma série de atos de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública, a exemplo de fraude em contratos, enriquecimento ilícito de terceiros, desvio de dinheiro e nepotismo”, declarou José Carlos Castro.

Pesa contra o gestor a acusação de uso irregular de recursos públicos em Japaratinga. A investigação do MPE/AL, que teve início com as denúncias da vereadora Cícera Maria Trindade Wanderley e de mais uma pessoa anônima, apontaram supostas irregularidades cometidas na admissão e remuneração de agentes políticos e servidores, bem como na contratação de locação de veículos pela Prefeitura.

A GazetaWebMaragogi tentou, mas não conseguiu manter contato com o prefeito de Japaratinga. O gestor retornou ao cargo no dia 19 de setembro deste ano, por meio de decisão do desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Pedro Augusto Mendonça de Araújo.

O relator do processo acatou o pedido de efeito suspensivo ativo formulado para suspender a prorrogação, até 11 de outubro, do afastamento do gestor.

Inicialmente, Newberto foi afastado do cargo de prefeito por 140 dias, em 9 de outubro de 2015, mas teve o prazo prorrogado por mais 90 dias ou até enquanto durasse a instrução processual.

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