Comunidade vive há 15 anos sem energia elétrica

Uma comunidade rural chamada Engenho Mundo Novo, na divisa com o estado de Pernambuco, permanece sem energia, desde sua criação, há aproximadamente 15 anos. A rotina diária do criador de animais Carlos Antônio do Nascimento é praticamente a mesma: ligar o pequeno inversor de energia para poder transformar os 12 volts da bateria de um carro numa tomada de 220 e poder ter o mínimo de conforto que qualquer pessoa precisa.

Segundo Carlos, quem não tem lamparinas ou lanternas em casa, não vê nada durante a noite. “A minha casa é a única iluminada por causa da bateria do carro. Dá pra ligar algumas lâmpadas e uma televisão, mas nem geladeira eu tenho aqui”, disse ele.

Os moradores entraram procuraram as empresas responsáveis pela distribuição de energia na região, mas o problema nunca foi resolvido. A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) chegou a fazer um estudo da área, mas não teve como dar continuidade porque as terras pertencem a Alagoas.

A assessoria de comunicação da Eletrobrás informou que está tomando as devidas providências para identificar se a área é de ocupação regular e que dependendo da resposta por parte da Prefeitura Municipal de Maragogi, será feito o levantamento do material e equipamento necessário para a realização das obras de distribuição de energia para o local.

Área pertencia a antiga Usina Barreiros, antes desta decretar falência (Foto: Divulgação)
Área pertencia a antiga Usina Barreiros, antes desta decretar falência (Foto: Divulgação)

Segundo alguns populares, a área pertencia a antiga Usina Barreiros e após esta decretar falência, o Banco do Brasil cedeu as terras ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que dividiu os lotes e os distribuiu para as famílias.

O programa Luz Para Todos, do Governo Federal nutriu a esperança de que o benefício mais sonhado também chegaria ao Engenho Mundo Novo, mas até agora continuou sonho.

O programa visa levar energia elétrica para a população do meio rural, seja ela com ou sem recursos financeiros, de forma gratuita. Ele foi criado pela presidente Dilma Rousseff, enquanto era ministra de Minas e Energia. Atualmente o programa é coordenado pelo Diretor do Departamento de Políticas Sociais e Universalização do Acesso à Energia, Aurélio Pavão de Farias.

Desde o seu surgimento, o programa garantiu energia elétrica a mais de 3 milhões de família, segundo o Ministério de Minas e Energias. Mas, 11 anos depois de criado, o acesso ao serviço ainda não foi generalizado.

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