Caminhões-pipa socorrem comunidades de Maragogi

Comunidade da Rua da Cerâmica recebe água de caminhão-pipa (Foto: Carlos Rosa)
Comunidade da Cerâmica recebe água de caminhão-pipa (Foto: Carlos Rosa)

Quatro comunidades ao Norte de Maragogi passaram, esta semana, a receber água potável por meio de caminhões-pipa. Essa foi a maneira encontrada pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) para socorrer os moradores dessas localidades que sofrem, há pelo menos três meses, com a deficiência no abastecimento d’água.

O problema se agravou esta semana por causa do início da alta estação turística, quando a população do segundo maior polo hoteleiro Estado chega a dobrar. Até áreas próximas ao centro da cidade já passam pelo sistema de rodízio, a exemplo da Rua do Cemitério e do Conjunto Adélia Lira.

“Durante a maior parte do ano, não temos problemas com o abastecimento em Maragogi, mas, quando chega a temporada, aumenta muito o consumo e o sistema não consegue suprir a demanda”, afirmou a chefe do núcleo da Casal, em Maragogi, Lucineide Mendes, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas.

Todo o sistema de abastecimento de água em Maragogi é feito por meio de poços artesianos. Dos oito existentes, o de maior vazão salinizou por conta da proximidade com o litoral e foi tirado de operação. Para suprir a deficiência, a Casal anunciou, no início do ano, a perfuração de dois poços, mas apenas um foi instalado.

Se estivesse em operação, a fonte extra certamente minimizaria os efeitos da deficiência apresentada na atualidade pelo sistema da Casal. Outro projeto que ficou no papel foi a construção de uma estação de captação e tratamento de água de superfície na Fazenda Cachoeira, zona rural de Maragogi.

Desabastecimento

Há pelo menos três meses, as comunidades do Alto do Céu, Conjunto Madeira de Lei, Rua da Cerâmica e Sítio Antunes convivem com o desabastecimento. Essas localidades passaram a contar, desde a quarta-feira (24), com o serviço de caminhões-pipa, disponibilizados pela Casal.

“Já faz uns três meses que a água, quando chega, não consegue atingir as partes altas. Estamos tomando banho num açude onde são lavados os cavalos”, reclamou o morador Ronaldo José de Oliveira, que reside na Rua da Cerâmica, onde vivem mais de cem famílias em condições precárias.

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