Artesãos estão sem espaço para vender produtos

Vento arrancou toldo que  atingiu carro e poste (Foto: Severino Carvalho)
Vento arrancou toldo que atingiu carro na orla marítima de Maragogi (Foto: Severino Carvalho)

Artesãos que atuavam na “Feirinha do Artesanato”, na orla marítima de Maragogi, estão sem o espaço para comercializar seus produtos desde que uma ventania arrancou, no domingo passado, o toldo que cobria onze barracas na Avenida Senador Rui Palmeira. A preocupação da categoria se elava na mesma proporção em que se aproxima a alta estação turística.

“A temporada em Maragogi está se aproximando e agora estamos sem o espaço para comercializar nossos produtos e para poder trabalhar”, lamentou a artesã Maria José da Silva Pereira, que esteve na orla marítima para conferir os estragos provocados pela ventania.

O incidente aconteceu por volta das 18h30 do domingo passado e só na tarde do dia seguinte toda a estrutura de lona e ferro retorcido foi removida pela prefeitura municipal. O vento forte arrancou o toldo que cobria as onze barracas ali instaladas.

Por sorte, ninguém transitava pelo local no momento do incidente. Chovia intensamente. Três carros estavam estacionados no local, mas apenas um foi atingido pela estrutura, que ficou presa aos coqueiros. Ninguém se feriu.

“A sorte foram esses coqueiros, caso contrário, o toldo ia pra cima das casas e da minha pousada”, avaliou Leno da Silva, dono de uma hospedaria na Avenida Senador Rui Palmeira, orla marítima. Os artesãos denunciaram que vândalos cortaram as cordas que serviam de amarras à cobertura, provocando o incidente. O local também encontrava-se sem energia elétrica porque a fiação foi subtraída.

“A gente compra as cordas para prender o toldo e os vândalos arrancam tudo”, protestou o artesão Benjamim Marques da Silva. O secretário municipal de Cultura, Jádson Almeida, o “Jacó”, esteve no local e conversou com os artesãos.

A ideia dele é relocar a feira para um local mais adequado. “É preciso viabilizar um espaço definitivo e com estrutura adequada para que os artesãos possam trabalhar tranquilamente”, disse Jacó, que vai se reunir com o prefeito de Maragogi, Henrique Peixoto (PSD), para decidir onde acomodar os trabalhadores.

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