Ano letivo ainda não começou em escola estadual

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Reforma foi concluídas, mas aulas só começam com a instalação de aparelhos de ar-condicionados (Fotos: Severino Carvalho)

Os 420 alunos do 1° Ano do Ensino Médio, que estudam na extensão da Escola Estadual Batista Acioli, em Maragogi, ainda não sabem quando o ano letivo de 2014 será iniciado. A reforma no prédio alugado pelo governo do Estado foi concluída, mas a Secretaria de Educação e do Esporte (SEE) ainda não forneceu os aparelhos de ar-condicionado prometidos. Segundo o diretor-geral da unidade de ensino, José Arthur Cavalcante, as aulas só poderão ser iniciadas com a instalação dos refrigeradores de ar.

“Com a construção de uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) ao lado do prédio da escola, o ar não circula. Não adianta instalar ventilador, tem que ser ar-condicionado. Só dependemos da entrega e da instalação desses aparelhos para que as aulas sejam iniciadas”, informou o diretor.

De acordo com ele, os equipamentos seriam entregues ainda esta semana. No entanto, a 10ª Coordenadoria Regional de Ensino (10ª CRE) informou que aguarda a entrega dos refrigeradores que estão sendo adquiridos, por meio de compra emergencial, pela SEE. Por isso, ainda não há data para o início do ano letivo na extensão da Batista Acioli.

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Casarão alugado pelo Estado passou por reforma bancada pelo proprietário

Os estudantes foram acomodados na extensão porque não há espaço suficiente na única escola estadual de Maragogi, a Batista Acioli, localizada na praça de mesmo nome, no centro da cidade.

A unidade possui mais de 1.100 alunos e apenas cinco salas de aula. Há ainda outra extensão que funciona no Assentamento Costa Dourada, em escola cedida pelo município, onde estudam cerca de 100 alunos.

Em 2010, a prefeitura de Maragogi cedeu um terreno ao governo do Estado para a construção de uma nova escola, entretanto o projeto nunca saiu do papel. A reforma do antigo casarão que abriga a extensão da Batista Acioli foi uma exigência de professores e alunos.

Em pandarecos, o prédio não apresentava condições de funcionamento. A obra de reforma foi executada pelo proprietário, que deixou prontas as estruturas para receber os aparelhos de ar-condicionado. As aulas para para os alunos da 2° e 3° anos foram reiniciadas na última segunda-feira, após a suspensão da greve dos professores.

Livros no chão

Descaso: reforma transcorreu com livros no chão
Descaso: reforma transcorreu com livros no chão

A reforma na extensão da Batista Acioli transcorreu com centenas de livros didáticos ainda no interior do imóvel, que ficaram espalhados pelo chão de duas salas de aula, como denunciou a Gazeta de Alagoas na edição de domingo (30 de março).

Segundo o diretor, vândalos teriam invadido a unidade e espalhado o material. Na segunda-feira, dois funcionários iniciaram a limpeza do local, mas os livros ainda permaneciam espalhados. 

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