Alunos interditam ponte em Maragogi para cobrar transporte escolar

Bloqueio ocorreu na ponte sobre o Rio Maragogi e durou poucos minutos (Foto: cortesia)
Bloqueio ocorreu na ponte sobre o Rio Maragogi e durou poucos minutos (Foto: cortesia)

A Secretaria de Educação de Maragogi garantiu que, na próxima segunda-feira (23), o transporte escolar, de responsabilidade do município, será restabelecido aos estudantes da Escola Estadual Batista Acioli.

Revoltados com a ausência do serviço desde o início do ano letivo, os estudantes da rede estadual interditaram, na manhã desta quarta-feira (18), a ponte sobre o Rio Maragogi, na AL-101 Norte. Os alunos montaram uma barricada com pedras, paus e pneus em chamas.

O protesto durou pouco tempo e mobilizou militares do Corpo de Bombeiros (CB) e da PM. O diretor administrativo da Secretaria Municipal de Educação, Nilson Macário, informou que o prefeito, Henrique Madeira (PSD), e o secretário da Pasta, Gino César, compareceram ao local e negociaram a reabertura da pista.

Eles prometeram restabelecer o transporte escolar na próxima segunda-feira. O impasse foi gerado porque o município se recusava a aderir ao Programa de Gestão Integrada do Transporte Escolar (Geite) proposto pelo governo do Estado, que repassaria à prefeitura os recursos para a prestação do serviço, uma espécie de municipalização do transporte escolar.

A gestão municipal voltou atrás e aderiu à Geite na segunda-feira passada, entretanto, ainda não foi possível mobilizar a frota e colocar os cinco ônibus em circulação, segundo informou o diretor administrativo da Secretaria. De acordo com ele, uma reunião com os cinco motoristas será realizada nesta quinta-feira (19) para assinatura dos contratos e, na próxima semana, os ônibus estarão circulando normalmente.

Os estudantes, porém, prometem realizar novo protesto, caso a promessa não seja cumprida. Cerca de 70% dos alunos da Escola Estadual Batista Acioli dependem do transporte escolar e estão sendo prejudicados pela ausência do serviço. Maragogi possui uma vasta área rural. São 18 assentamentos da reforma agrária, três distritos (São Bento, Barra Grande e Peroba), além de diversas fazendas, por aqui chamadas de “engenhos”.

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