PM dá ultimato para desocupação de casas invadidas em Joaquim Gomes

Major Henrique negocia desocupação com invasores de conjunto, em Joaquim Gomes (Fotos: Severino Carvalho)
Major Henrique negocia desocupação com invasores de conjunto, em Joaquim Gomes (Fotos: Severino Carvalho)

O comandante da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (2ª  Cia), major Pedro Henrique do Carmo Neto, deu prazo até o fim da manhã desta quinta-feira (22) para que 150 famílias que ocupam parte das 315 casas do Conjunto Habitacional Maria José Santana Oliveira, em Joaquim Gomes, desocupem os imóveis. Segundo o oficial, existe um mandado de reintegração de posse em vigor que determina a desocupação.

“A ordem de saída existe, a liminar está com o juiz e se alguém for contrário, trarei mais efetivo e cumprirei a ordem judicial”, enfatizou o major.

As casas pertencem ao Programa da Reconstrução, do governo do Estado. Foram ocupadas na última terça-feira e desocupadas no mesmo dia, após negociação entre as famílias e a Polícia Militar (PM). Segundo o comandante da 2ª Cia, a chegada do Movimento Via do Trabalho (MVT), nesta quarta (21), insuflou as famílias a reocuparem os imóveis.

“Tem gente que não é cadastrado e está se aproveitando da situação para tomar as casas de quem é cadastrado”, reagiu o major.

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Ao menos 150 casas do Programa da Reconstrução foram ocupadas em Joaquim Gomes

As famílias alegam que reocuparam as casas do conjunto habitacional porque as obras, iniciadas em 2010, ainda não foram concluídas. Os imóveis estariam sendo alvo da ação de vândalos.

“A gente ocupou as casas em junho do ano passado e disseram que iam entregá-las em três meses. Até hoje não entregaram nada”, reclamou Maria Cícera da Silva, 44 anos, que invadiu um dos imóveis. Ela morava de aluguel na Rua das Cacimbas, desde que a moradia dela desabou em virtude das chuvas caídas com intensidade em 2010.

Para o coordenador estadual do MVT, Marcos Antônio da Silva, o “Marrom”, a recomendação do Ministério Público Estadual (MPE/AL) que autoriza a PM alagoana a adotar medidas para impedir manifestações populares que resultem no bloqueio de rodovias deu “carta branca” para a polícia agir com truculência.

“Com essa medida, o Ministério Público está incentivando o confronto entre a Polícia Militar e os trabalhadores. Vamos continuar com os protestos, as manifestações e as ocupações. Bloquearemos as rodovias sempre que necessário”, prometeu Marrom.

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