Bloqueios geram prejuízos ao turismo do Litoral Norte

Por água, moradores do Sítio Maruim interditaram a AL-101 Norte duas vezes (Fotos: Severino Carvalho)
Por água, moradores do Sítio Maruim interditaram a AL-101 Norte duas vezes (Fotos: Severino Carvalho)

Reportagem da Gazeta de Alagoas, edição desta quarta-feira, produzida pela Sucursal Maragogi, mostra que a onda de protestos que toma conta das rodovias alagoanas ao Norte do Estado está gerando transtornos aos usuários e prejuízos financeiros ao setor turístico do segundo maior polo hoteleiro de Alagoas.

Segundo empresários do setor, a situação se agrava quando os bloqueios de pista são realizados justamente no período de alta estação turística, como agora.

“Quando a pista é bloqueada, somos obrigados a realizar manobras para evitar que nossos clientes (hospedados em hotéis do Litoral Norte) percam voos e nem sempre conseguimos. Se ele perde o voo, por exemplo, fica difícil encontrar vaga na viagem seguinte, porque todas as aeronaves estão lotadas nesta época do ano”, observou Glênio Cedrim, proprietário de uma agência de viagens e de receptivo, sediada em Maragogi.

Há cerca de15 dias, oito clientes da empresa dele perderam o voo por causa de um protesto com fechamento de pista na cidade de Porto Calvo, na AL-465. Os manifestantes reivindicavam a instalação de quebra-molas na via. A agência de viagens arcou com as despesas de hospedagem, alimentação e novas passagens.

“Esse tipo de situação causa transtornos ao turista que vem se hospedar em nossa região. Ele fica com uma péssima impressão de nosso Estado. Embora as manifestações tenham tomado conta do País, em Alagoas já virou prática comum interditar a pista para reivindicar qualquer coisa”, criticou Ricardo Almeida, gerente de um resort.

Justa

Barricada é montada com  pedras, galhos e pneus em chamas
Barricada é montada com pedras, galhos e pneus em chamas

Só nos últimos quatro dias, a rodovia AL-101 Norte, em Maragogi, foi bloqueada duas vezes por moradores do Sítio Maruim, em São Bento. Sem água nas torneiras há mais de um ano, eles exigiam o restabelecimento do sistema de abastecimento. Na terça-feira (18), os moradores ameaçavam interditar a via mais uma vez, o que acabou não acontecendo.

“Entendo que a reivindicação é justa, mas a pista não é local para fazer manifestação, porque prejudica que não tem nada a ver com a situação. Sugiro que vão protestar à porta dos órgãos competentes”, afirmou Mauro Stodolni, que também é proprietário de uma agência de viagens e de receptivo em Maragogi.

“Na semana passada, tivemos de pegar um atalho e trafegar por uma estrada de barro. Em outra oportunidade, para chegarmos a tempo ao aeroporto de Maceió, fomos obrigados a viajar até Palmares, em Pernambuco, e seguir pela BR-101, elevando em uma hora e trinta minutos o tempo de viagem. Isso tudo gera desconforto ao turista e prejuízos para nós”, observou Stodolni.

Na avaliação dos empresários, quem também tenta chegar ao município fica impossibilitado de seguir viagem por causa dos fechamentos de pista. Os protestos prejudicam, da mesma forma, a população residente na região Norte do Estado, tolhidos do direito e ir e vir, bem como os demais usuários das vias.

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