Usuários reclamam do serviço de travessia por balsa do rio Manguaba

Fila de veículos que aguardam o embarque do lado de Japaratinga (Foto: Severino Carvalho)
Fila de veículos que aguardam o embarque do lado de Japaratinga (Foto: Severino Carvalho)

Cruzar de balsa o rio Manguaba, entre os municípios de Japaratinga e Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas, se converteu em martírio para motoristas e demais usuários daquele sistema de transporte. A espera para embarcar numa travessia de menos de 10 minutos pode durar mais de uma hora. É o que mostra reportagem da Gazeta de Alagoas, edição desta sexta-feira (23).

“No verão, a movimentação de veículos dobra e no carnaval deve ser ainda maior. Eu mesmo já fiquei esperando o embarque por 50 minutos. A estrutura das balsas também não passa confiança”, reclamou o empresário Cristiano Lourencine que, uma vez por mês, faz com seu veículo a travessia de balsa entre os municípios de Japaratinga e Porto de Pedras.

O serviço é pago: R$ 10 para veículos de passeio, R$ 12 para caminhonetes e R$ 30 para caminhões de médio porte. Pedestres têm acesso livre. Apenas duas balsas atuam realizando a travessia. Uma comporta dois carros pequenos e a outra, quatro.

Na quarta-feira passada, porém, apenas uma embarcação operava, levando quatro carros por vez, o que provocou uma fila de mais de 20 veículos e insatisfações, uma atrás da outra. O carro de reportagem da Gazeta de Alagoas aguardou das 9h45 às 10h50 o momento de embarcar, do lado de Japaratinga, com destino a Porto de Pedras.

“O serviço deixa a desejar. É ruim. Muita gente querendo passar para o outro lado para gastar dinheiro com o turismo e a balsa não deixa”, lamentou o fotógrafo paulista Clayton de Souza, de férias na Costa dos Corais alagoana.

“Pra gente que está curtindo (turismo) não estamos incomodados com o serviço. Nós já chegamos a esperar cinco horas para embarcar numa balsa na Bahia, entre a ilha de Itaparica e Salvador. Então, aqui, estamos na Suíça”, comparou a jornalista Andréia Monteiro, de São Paulo (SP).

O marido dela não concorda com a construção de uma ponte sobre o rio. Segundo ele, o turismo de massa pode impactar sócio e ambientalmente o destino turístico conhecido como “Rota Ecológica”. O projeto de construção da ponte existe há cerca de oito anos, mas esbarra em empecilhos ambientais.

Reforço

O proprietário das balsas, Antônio Carlos Estevão, explicou que durante o verão – quando o movimento de veículos aumenta – duas embarcações atuam diariamente fazendo a travessia do Rio Manguaba.

Ele alegou, entretanto, que na quarta-feira passada, um funcionário faltou ao serviço, mas logo foi substituído, possibilitando que a segunda balsa entrasse em operação, o que deu maior fluidez.

Até o carnaval, Antônio Carlos espera pôr em operação uma terceira balsa com capacidade para transportar seis veículos de uma única vez. “Vencemos a fase mais crítica que foi o réveillon. Não deixei nenhum turista na mão”, garantiu.

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