Suplentes assumem vagas em Joaquim Gomes

Suplente toma posse durante sessão solene (Fotos: Severino Carvalho)
Suplente, vereador Ivaldo Gomes assina termo de posse durante sessão solene (Fotos: Severino Carvalho)

O presidente interino da Câmara de Vereadores de Joaquim Gomes, Dionizio Bonifácio Barros (PSL), deu posse, durante sessão solene, na tarde desta segunda-feira (20), a oito suplentes. Eles assumiram as vagas deixadas pelos titulares, afastados por decisão da 17ª Vara Criminal da Capital.

Os vereadores foram presos no dia 8, acusados de receber propina em troca de apoio político ao então prefeito Antônio de Araújo Barros (PSDB), o “Toinho Batista”, afastado por improbidade administrativa.

A sessão solene começou às 15h45 e terminou às 16h30. Assumiram os seguintes vereadores: Edson Rogério Torres Lins (PSD), Kernne Petrine Soares (PP), Antônio Guedes Cavalcante Filho (PPS), Cícero Pedro Custódio (PHS), Ivaldo Gomes Lima (PPS), José Gomes de Freitas (DEM), Rosiete Maria de Barros (PHS) e Maria de Lourdes Hermenegildo (PSL).

O presidente interino da Casa tem agora dez dias para formar uma nova mesa diretora, conforme estabeleceu o juiz da Comarca de Joaquim Gomes, Gilvan de Santana.  A vereadora empossada Maria de Lourdes resumiu o sentimento da maioria dos suplentes.

Vereadores posam para fotografias ao fim da sessão
Vereadores posam para fotografias ao fim da sessão

“Fico constrangida em assumir dessa forma, por força da Justiça. Espero que eles (titulares) provem sua inocência e retornem a ocupar o lugar que é deles”, afirmou a vereadora, que exerceu quatro mandatos e já foi presidente da Câmara Municipal.

Foram afastados por determinação judicial: Adriano Barros (PRP), Márcio Gerônimo (PR), Emanuel Albuquerque de Moraes (PR), Antônio Gonzaga Filho (PSL), Edvan Antônio (PPS), Edvaldo Alexandre (PPS),Tereza Cristina de Almeida (PSDB) e Cícero Lira de Almeida (PPS).

Juntamente com o ex-secretário municipal de Saúde, Lédson da Silva, eles permaneceram presos por nove dias, acusados de receber dinheiro para integrar a base aliada do prefeito afastado Toinho Batista.

A defesa dos afastados prometeu ingressar, ainda nesta segunda-feira, com um recurso no Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas para que todos voltem às funções. O advogado Welton Roberto explicou que a lei preconiza que somente um juiz ou desembargador eleitorais têm a prerrogativa de determinar o afastamento de políticos, seja em ação criminal ou de improbidade administrativa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *