Recepcionista é perseguida e caluniada em rede social

Calúnias custaram o emprego da recepcionista (Foto: Severino Carvalho)
Calúnias custaram o emprego da recepcionista (Foto: Severino Carvalho)

A edição do jornal Gazeta de Alagoas desta quarta-feira (16) trouxe o drama de uma recepcionista de 30 anos de idade que passou a ser perseguida e caluniada por meio de uma rede social. As falsas acusações lhe custaram, inclusive, o emprego em um hotel de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. O delegado municipal, Thiago Prado, instaurou inquérito e procura identificar o autor das postagens para indiciá-lo.

Perfis falsos (fakes) foram criados para atacar a recepcionista. Não bastassem as inverdades propagadas pela internet, ela passou a receber ameaças de morte por telefone. Os fakes foram postados até na página do hotel onde ela trabalhava e culminaram, esta semana, com a demissão.

As falsas postagens, em formato de notícias, envolvem o nome da recepcionista em crimes inexistentes de tráfico de drogas, exploração sexual de crianças e adolescentes, homicídios, dentre outros, que estariam ocorrendo nas dependências do hotel onde ela trabalhava, em Maragogi.

Os textos chamam a atenção pela grande quantidade de erros ortográficos. As imagens de violência apresentam pessoas assassinadas ou presas, além de armas e drogas supostamente apreendidas pela polícia.

“Isso é um tormento para a minha vida”, desabafou a recepcionista, os olhos cheios de lágrimas. Ela conta que começou a ser perseguida e caluniada na rede social em dezembro de 2012. As postagens falsas foram denunciadas ao administrador do site, que desativou quatro perfis fakes.

Há um mês, mais um perfil falso foi criado para atormentá-la. No emprego, a mulher recebeu diversos telefonemas anônimos com ameaças de morte.

“Eu não participo mais de rede social, acabei por causa disso. Eles ficavam postando fotos de pornografia e de pessoas mortas na minha linha do tempo. Diziam até que eu estava espalhando o HIV (vírus da AIDS) na cidade. Agora, passaram a atacar a página do hotel, usando o meu nome em crimes que nunca cometi. A situação ficou insustentável e, mesmo sendo tudo mentira, acabei demitida”, lamentou ela, que garante não guardar ressentimentos da empresa pela perda do emprego. “Eu entendo”, afirmou.

O delegado de Maragogi ouviu o depoimento da mulher na terça-feira (15) e instaurou inquérito policial para investigar o caso. “Ela está sendo vítima de crimes de calúnia e de ameaça. Essas acusações contra ela são falsas, não existem registros. Vamos investigar para chegarmos ao autor das postagens. Ele será indiciado e processado”, declarou o delegado de Maragogi.

“Eu gostaria que essas pessoas colocassem a mão na consciência e parassem de me prejudicar. A minha vida está parando”, lamentou a recepcionista, que diz desconfiar de onde estão partindo as postagens, mas não quis apresentar nomes à reportagem. A Polícia Civil, entretanto, informou que já possui a identificação de três suspeitos. Eles serão intimados a prestar esclarecimentos.

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