População de Maragogi teme acidente com torre de telefonia

Torre de concreto é considerada ultrapassada e já causou prejuízos a moradores (Foto: Carlos Rosa / GA)
Torre de concreto é considerada ultrapassada e já causou prejuízos a moradores (Foto: Carlos Rosa / GA)

A luz vermelha de alerta que fica no topo da torre da empresa de telefonia Oi / Telemar, em Maragogi, está sem funcionar há pelo menos três meses. Moradores de áreas localizadas no entorno da estrutura demonstram preocupação com possíveis acidentes envolvendo aeronaves. E cobram providências.

“Ontem mesmo quando cheguei em casa, olhei pra cima e vi que a luz permanecia apagada, queimada. Eu tenho medo que alguma aeronave colida com a torre e cause uma tragédia”, afirmou Alcyone Pinto, moradora do Conjunto Evangélico, uma das localidades que ficam no entorno da torre.

Alcyone ligou para o serviço de atendimento da Oi / Telemar cobrando a substituição da lâmpada de alerta, mas reclama que a atendente tenha demonstrado total desconhecimento do assunto. O problema não foi resolvido. “Questionei qual o objetivo da luz vermelha e a moça me falou que era um radar para trazer o sinal do telefone”, recordou, decepcionada.

A preocupação dos moradores de Maragogi se eleva por causa da alta estação turística, quando o tráfego de aeronaves de pequeno e médio portes se eleva nos céus da cidade, muitas delas em voos recreativos. “Só espero que não deixem para tomar uma providência depois de uma tragédia”, ponderou Alcyone.

Além de servir de alerta, a luminária vermelha no alto da torre auxilia na orientação aos pescadores em alto-mar, que se guiam pelo ponto de referência em terra para chegar e sair da costa marítima do município. Maragogi tem uma das maiores colônias de pesca do Estado.

A estrutura de concreto da torre – considerada ultrapassada – foi erguida no Alto do Cruzeiro ainda na segunda metade da década de 1990, bem no coração da cidade. Desde então, moradores de áreas centrais sofreram com deslizamentos de terra que já atingiram imóveis em invernos passados. Eles acreditam que a construção da torre desestabilizou o terreno.

Ações indenizatórias na justiça foram propostas, bem como um manifesto datado de 2011 feito pela Câmara de Vereadores que pedia a retirada da torre por apresentar riscos à população de Maragogi.  O documento possuía o parecer técnico do setor de engenharia da Prefeitura, atestando que a torre encontrava-se comprometida e apresentava pontos de instabilidade.

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