Polícia ainda sem pistas sobre morte de professora

Professora foi morta com cinco tiros enquanto aguardava transporte em ponto de van (Foto: Severino Carvalho)
Professora foi morta com cinco tiros enquanto aguardava transporte em ponto de van (Foto: Severino Carvalho)

O delegado substituto de Matriz de Camaragibe, Ailton Soares Prazeres, ouviu, nesta quinta-feira (24), o depoimento de uma testemunha do assassinato da professora Sandra Maria da Silva Lopes, 36 anos, morta com cinco tiros de revólver, no dia anterior. O relato, entretanto, pouco acrescentou ao inquérito policial que apura o homicídio.

A testemunha também estava com a professora no ponto da van, à espera do transporte que as conduziriam ao trabalho, em São Luís do Quitunde, quando o assassino – ainda não identificado – se aproximou da vítima e efetuou os disparos. O crime aconteceu na Rua Governador Luiz Cavalcante, também conhecida como “Rua do Coqueiro”.

“Ele disse que não encarou o criminoso. Relatou que quando olhou para a rua para ver se a van estava chegando, ouviu o primeiro tiro e saiu correndo, sem olhar para trás. Depois, vieram os outros disparos”, revelou o delegado.

A professora foi sepultada na tarde desta quinta-feira (24) em um cemitério localizado no Benedito Bentes, em Maceió. Por conta do sepultamento, o delegado não teve como ouvir o depoimento dos familiares, ainda abalados com a morte de Sandra Maria. Eles deverão ser ouvidos a partir da próxima terça-feira.

Segundo Ailton Prazeres, ainda não existe uma linha de investigação definida. Mas, de uma coisa ele tem certeza: “Foi crime de execução; não foi para roubar, nada disso. O homem se aproximou e fez os disparos à curta distância: pá, pá, pá. Se foi crime passional, acerto de contas, isso ainda não sabemos. É muito cedo”, declarou o delegado, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas.

Após os disparos, o assassino teria fugido a pé. Os tiros atingiram as costas, braço e cabeça da vítima. Ailton Prazeres investiga se o crime tem relação com outro homicídio ocorrido no ano passado, no Jacintinho, em Maceió, cuja vítima teria sido um filho adolescente da professora, supostamente executado por traficantes. “Vamos investigar todas as possibilidades”, garantiu.

Imagens

O delegado esclareceu que a câmera que registrou parte do crime ocorrido em Matriz pertence a um comerciante e não à prefeitura municipal, como foi divulgado anteriormente. De acordo com ele, as imagens captadas pelo circuito de segurança do estabelecimento comercial foram feitas a uma distância de aproximadamente cem metros e, por isso, não é possível visualizar as feições do criminoso já que o equipamento tem baixa resolução.

De qualquer forma, o delegado solicitou a gravação e vai encaminhá-la a um técnico para tentar melhorar a qualidade das imagens e assim identificar o assassino. Sandra Maria era casada e mãe de dois filhos. Segundo o marido dela, José Carlos, 45, a professora era pós-graduada e, além de lecionar em São Luís do Quitunde pela manhã, atuava à tarde como coordenadora de ensino em Porto de Pedras, Litoral Norte do Estado.

“Não sei como uma coisa dessas pôde ter acontecido: uma mulher formada, com tantos sonhos pela frente morrer desta forma”, lamentava o marido da vítima. “Ela era uma profissional dedicada e só recebia elogios de seus alunos”, acrescentou José Carlos, que, no momento do crime, trabalhava na aplicação de herbicida numa plantação de cana-de-açúcar, a serviço de uma usina.

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