Operação transfere dois peixes-bois de Pernambuco a Alagoas

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Peixes-bois foram soltos no recinto de aclimatação do Rio Tatuamunha (Foto e vídeo: Maria Eduarda / Jovens Protagonistas)

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) concluiu, na manhã desta sexta-feira (14), a transferência de dois peixes-bois do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), na Ilha de Itamaracá, Pernambuco, ao recinto de aclimatação no Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas.

A operação, que teve início no dia 11, mobilizou mais de 40 profissionais, entre veterinários, biólogos, oceanógrafos, tratadores, dentre outros. Ivi (fêmea) e Diogo (macho) saíram de Itamaracá às 23h40 de quinta-feira (13) e chegaram em Porto de Pedras por volta das 7 horas, percorrendo um trajeto de 243 km.

Os animais foram transportados dentro de piscinas sobre caminhões do tipo Munck. O comboio foi acompanhado por batedores e veículos de apoio. Os animais encalhados vivos (na grande maioria filhotes), provenientes de toda costa nordestina, a partir da década de 90, passaram a ser resgatados e encaminhados para a sede do CMA, em Pernambuco.

Lá, são acolhidos em cativeiro, reabilitados e preparados para uma posterior soltura na natureza. O ICMBio acredita que o objetivo principal da reabilitação de peixes-bois marinhos deve ser o retorno destes animais ao ambiente natural, no menor tempo possível, quando aptos, o que fortalece as perspectivas de conservação da espécie e promove o bem estar animal.

Neste sentido, foi realizada a transferência dos dois peixes-bois marinhos ao cativeiro de aclimatação em ambiente natural, em Porto de Pedras. No local, os animais permanecerão até que se encontrem aclimatados, quando então serão soltos na natureza.

Na área do estuário do Rio Tatuamunha vivem cerca de 15 animais da espécie. O local está situado no Litoral Norte de Alagoas, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, e vem sendo utilizado como principal ponto de soltura.

Em 1994, foi palco da primeira soltura de peixe-boi marinho no Brasil, onde já foram feitas cerca de 35 reintroduções. O CMA/ICMBio manejou, em 21 anos do Programa Peixe-Boi, cerca de 100 animais vivos, o que representa cerca de 20% de toda a população brasileira. Destes, 40% já retornaram à natureza. A espécie (Trichechus manatus manatus), assim como os demais sirênios, está ameaçada de extinção.

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