MVT encerra bloqueios e libera rodovias em AL

Em Novo Lino, a BR-101 foi a última ser liberada pelo MVT (Fotos: Severino Carvalho)
Em Novo Lino, a BR-101 foi a última ser liberada pelo MVT (Fotos: Severino Carvalho)

O Movimento Via do Trabalho (MVT) suspendeu, no início da tarde desta sexta-feira (27), os protestos realizados em rodovias estaduais e federais em Alagoas. A última a ser liberada foi a BR-101, em Novo Lino, região Norte do Estado, por volta das 14 horas. Três manifestantes foram detidos durante os atos em favor da reforma agrária e moradia.

De acordo com o coordenador estadual do MVT, Marcos Antônio da Silva, o “Marrom”, as manifestações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas que se estenderá até abril. “Decidimos encerrar por hoje as manifestações para não entrar em confronto com a polícia, mas conseguimos dar o nosso recado”, avaliou Marrom.

De acordo com ele, houve pontos de bloqueios em Novo Lino e Joaquim Gomes, na BR-101; em Rio Largo e União dos Palmares, na BR-104; em Teotônio Vilela, na BR-101; em Cajueiro, na AL-210; em Coruripe, na AL-101 Sul e em Campo Alegre, na AL-220.

Em Rio Largo, três manifestantes sem-teto foram presos pela Polícia Militar (PM) durante o protesto, segundo informou o MVT. São eles: Max Miller Melo dos Santos, Carlos Henrique da Silva e Jéferson Silva dos Santos. “Ainda não sabemos para qual delegacia eles foram levados. Já acionamos nossos advogados para acompanhar a situação”, disse Marrom.

O MVT, que reúne famílias sem-teto e sem-terra, exige uma reunião com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Brasília (DF) para tratar da desapropriação de terras do Grupo João Lyra (JL) com mais de 30 propriedades ocupadas, bem como, cobrar “transparência e lisura” no processo de chamadas públicas para Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em todo o Estado.

Filas quilométricas se formaram na BR-101, em Novo Lino
Filas quilométricas se formaram na BR-101, em Novo Lino

Segundo Marrom, uma reunião foi agendada para a próxima terça-feira, às 15 horas, na sede do Incra, em Maceió.  Outra reivindicação do movimento é o pedido de reunião com representantes da Superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF), da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) e das prefeituras alagoana com objetivo de tratar das pendências deixadas pelo “Programa da Reconstrução”, executado pelo governo do Estado com verbas da União.

“Em todos os conjuntos habitacionais para as vítimas das enchentes de 2010 ficaram pendências”, denunciou Marrom. O MVT cobra, ainda, da área de segurança pública do governo do Estado, o combate a ações de supostos grupos armados que estão a ameaçar acampados sem-terra em diversas propriedades ocupadas do Grupo JL em Alagoas.

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