MP faz representação contra adolescentes infratores

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Promotor Sérgio Simões fez representação contra adolescentes e opinou  pela manutenção da internação provisória de todos eles (Foto: Severino Carvalho)

O promotor de Justiça da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Porto Calvo, Sérgio Simões, fez representação contra seis adolescentes – todos de 17 anos de idade – acusados de fazerem parte de um bando que promoveu um arrastão (assaltos seguidos) no dia 9 de setembro, naquele município.

Eles vão responder por prática de ato infracional análoga aos crimes de roubo com emprego de arma de fogo e formação de quadrilha. Dois deles: J.S.S. e J.W.B.S. também responderão por ato infracional correspondente ao crime de resistência. Eles teriam deflagrado tiros contra uma guarnição da Polícia Militar (PM), que revidou e acertou e J.W.B.S. numa das pernas.

O adolescente recebeu alta médica na manhã da sexta-feira (26) do Hospital Geral do Estado (HGE), onde estava internado, e foi levado pelo delegado de Porto Calvo, Rubens Cerqueira, à Unidade de Internação Masculina (UIM). O promotor opinou, ainda, pela manutenção da internação provisória dos seis adolescentes, depois que os advogados deles ingressaram com pedido de revogação.

Na última quinta-feira, o juiz João Paulo da Costa Martins manteve a medida de internação preventiva por 45 dias. Segundo o delegado Rubens Cerqueira, os adolescentes agiram juntamente com dois maiores de idade: José Augusto Moraes da Silva, 19, e Jonatas José da Silva, 19, presos e autuados em flagrante pelo crime de roubo e formação de quadrilha.

No dia 16, eles tiveram os pedidos de revogação da prisão preventiva negados pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Porto Calvo. Em quatro motos, o bando promoveu um arrastão em Porto Calvo, na noite de 9 de setembro. Eles assaltaram diversos transeuntes. Perseguidos por unidades do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) foram presos neste município e em Matriz do Camaragibe, onde os adolescentes possuem residência e estudam no mesmo colégio. Quando foram presos, eles ainda vestiam o fardamento da Escola Estadual Maria Antônia de Oliveira.

Naquela noite, houve ainda o assassinato do técnico em eletrônica João José Alexandre, 42 anos. O delegado acreditava que o homem fora vítima do bando: executado a tiros por não entregar um celular. Rubens Cerqueira, porém, descartou qualquer envolvimento dos acusados com o crime de homicídio, que está sendo investigado em outro inquérito.

“O motivo do crime e os autores foram outros. A coincidência é que o arrastão aconteceu na mesma hora do assassinato, gerando confusão”, explicou o delegado.

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