MP apresenta denúncia contra comerciário que atropelou 5 estudantes

Segundo a Polícia Civil de Porto Calvo, Nailton já se encontra preso na delegacia regional de Matriz (Foto: Severino Carvalho)
Segundo a Polícia Civil de Porto Calvo, Nailton já se encontra preso na delegacia regional de Matriz (Foto: Severino Carvalho)

O promotor de Justiça da Comarca de Porto Calvo, Sérgio Simões, opinou pela manutenção da prisão preventiva do comerciário José Nailton da Silva, 22 anos, acusado de provocar a morte por atropelamento de uma adolescente e de deixar outras quatro estudantes feridas, no dia 20 de agosto. Simões também apresentou denúncia contra José Nailton pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.

Após receber alta do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, na tarde de quarta-feira (28), José Nailton foi conduzido pela Polícia Civil de Porto Calvo para a carceragem da delegacia regional, em Matriz do Camaragibe, onde permanecerá à disposição da Justiça, informou o delegado de Porto Calvo, Rubens Cerqueira.

De acordo com o promotor, se condenado, José Nailton poderá cumprir pena de seis a vinte anos de reclusão. A advogada dele ingressou com pedido de liberdade provisória. O promotor, entretanto, opinou pela manutenção da preventiva. O pedido será julgado pelo juiz da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Calvo, João Paulo Martins da Costa.

“Segundo testemunhas, o acusado trafegava nas imediações da Rua do Varadouro, Centro de Porto Calvo, desenvolvendo excessiva velocidade, em torno de 80 km/h, incompatível com o perímetro urbano, agindo com dolo eventual, assumindo o risco de produzir grave acidente”, considerou o promotor de Justiça.

Na decisão, Simões relata ainda que o acusado realizava “manobras circenses”, empinando a motocicleta modelo Honda XLR 300 cilindradas, placa NMA-2848/AL, no momento do acidente que vitimou fatalmente a estudante Rafaella Soares da Silva, 16 anos. A prima dela, Marcielle Carla, 17, ficou gravemente ferida. Esta permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HGE.

Simões solicitou ainda o desmembramento do processo em relação a Luewerton da Silva Sales e de Fernanda de Souza Leite. O promotor deseja que a Polícia Civil aprofunde as investigações para saber a quem pertence a moto envolvida no acidente e quem a entregou a José Nailton.

Segundo o promotor, quem entregou a moto ao comerciário será denunciado pelo crime previsto no artigo 310 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor à pessoa não habilitada, como é o caso de José Nailton, acusado de provocar o acidente. A pena para este tipo de crime é de detenção de seis meses a um ano ou multa.

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