Moradores de Ponta de Mangue vão recorrer à Defensoria Pública

Moradores se reuniram com comandante do batalhão (Foto: Severino Carvalho)
Moradores se reuniram com comandante do batalhão (Foto: Severino Carvalho)

Atualizado às 15h30

Moradores do povoado de Ponta de Mangue, em Maragogi, vão procurar assistência jurídica junto à Defensoria Pública do município para tentar manter o acesso àquela comunidade onde vivem 64 famílias. Na sexta-feira da semana passada, eles bloquearam a rodovia AL-101 Norte para protestar contra a construção de um muro que, segundo os moradores, impedirá o ir e vir das pessoas.

A pista só foi desbloqueada depois que o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), tenente-coronel José Carlos Duarte, mediou o conflito e agendou, para a manhã desta terça-feira (12), uma reunião entre os manifestantes e a promotora de Justiça, Francisca Paula de Jesus.

Mas, segundo o oficial da PM, o encontro não foi possível porque a promotora teve de participar de audiências nesta manhã. Ainda de acordo com o comandante do 6º BPM, ela orientou os moradores a buscarem auxílio junto à Defensoria Pública para tentar solucionar o impasse.

“Como a defensora de Maragogi tem laços de parentesco com os proprietários do terreno, ela deve se averbar suspeita e indicar um defensor público substituto que assuma o caso”, esclareceu o tenente-coronel.

Os moradores reclamam que um dos donos do terreno, onde estaria sendo construído um condomínio,  ergueu um muro que vai dificultar o acesso dos moradores à comunidade. “Seremos forçados a passar por um beco estreito que inclusive não faz parte do terreno dele, pertence a um dos moradores”, lamentou Valdeir Félix da Silva, representante da comunidade.

Os moradores denunciaram, ainda, que fiscais da prefeitura municipal já estiveram no local e notificaram os proprietários do imóvel. Estes deveriam paralisar as obras, mas, de acordo com os residentes, não foi o que aconteceu. “Ele está construindo uma casa debaixo da fiação e desligou a energia; tirou um poste de lugar e retirou o aterramento. Com certeza não tem autorização para fazer isso. Todos ficaram sem energia no sábado passado por causa disso”, reclamou Félix.

O terreno em questão pertence a uma senhora, que mora em Pernambuco. Uma mulher que se identificou como filha dela esteve nesta manhã na sede da promotoria de Justiça de Maragogi, mas não quis falar com a reportagem. Em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas, edição do dia 20 de maio, Juvêncio Neto, um dos filhos da proprietária do terreno, negou que no local esteja sendo construído um condomínio.

Ele argumentou que o terreno por onde passa a estrada (acesso dos moradores) esta em área particular e que outro acesso será aberto. “Aqui não existe impasse. Isso aqui não é rodovia, é um acesso particular do sítio de minha mãe. Essa estrada será desativada e será construída outra ali”, apontou Neto.

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