MLST protesta contra proibição de feira

Agricultores do MLST estenderam lona sobre o chão e venderam seus produtos (Foto: jgnoticias.com)
Agricultores do MLST estenderam lonas sobre o asfalto e venderam seus produtos ali mesmo (Foto: jgnoticias.com)

Trabalhadores rurais ligados ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) ocuparam, na manhã desta quarta-feira, as ruas centrais de Joaquim Gomes e a sede da prefeitura para protestar contra a proibição de se promover a Feira da Reforma Agrária na Rua do Comércio.

Segundo o MLST, o impedimento foi determinado pela prefeita Ana Genilda (PMDB) por recomendação do juiz da Comarca, Gilvan de Santana, sob o argumento de que a comercialização naquele local atrapalharia o fluxo de ambulâncias e de viaturas das polícias Civil e Militar, prejudicando a segurança pública.

Os manifestantes estenderam lonas sobre o asfalto e comercializaram seus produtos no meio da rua, como forma de protesto. A Feira da Reforma Agrária acontecia quinzenalmente na Rua do Comércio, desde janeiro, onde 40 famílias ligadas ao MLST vendiam a produção – cerca de cinco toneladas de alimentos – oriunda dos assentamentos e acampamentos espalhados pelo município de Joaquim Gomes.

Até então, o município apoiava a iniciativa, cedendo 40 bancas e apoio logístico. Diante da proibição, uma parte dos agricultores seguiu até a prefeitura, cujo prédio foi ocupado. Houve uma negociação, e os agricultores concordaram em suspender o protesto. Eles foram autorizados a vender os produtos na praça central da cidade, mas não desistiram de voltar à Rua do Comércio.

“Vamos lutar para voltarmos à Rua do Comércio. Ali, vendemos nossos produtos a preços justos e livres de agrotóxicos, beneficiando a população. Essa recomendação do magistrado é provinciana e só demonstra o preconceito para com os sem-terra. Se o juiz está preocupado em resolver a questão da violência no município, que procure outro meio, porque todos os dias jovens são assassinados em Joaquim Gomes e nada de efetivo é feito”, criticou o coordenador estadual do MLST em Alagoas, Josival Oliveira.

A Gazetawebmaragogi  tentou manter contato telefônico com a prefeita e o juiz, mas não conseguiu.

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