Justiça determina reintegração de posse de fazenda

Antônio Soares (E) diz ter recebido ordem para acampados deixarem imóvel rural (Foto: Severino Carvalho / Arquivo)
Antônio Soares (E) diz ter recebido ordem para acampados deixarem imóvel rural (Foto: Severino Carvalho / Arquivo)

As 48 famílias que ocupam a Fazenda Castelo, na zona rural de São Miguel dos Milagres, Litoral Norte do Estado, terão de deixar a área na próxima terça-feira (21). A informação é do coordenador regional do Movimento Via do Trabalho (MVT), Antônio Soares. Ele revelou ter recebido da Vara Agrária citação do mandado de reintegração de posse, em que estabelece prazo para saída dos agricultores.

Segundo Antônio Soares, a área está ocupada há cerca de cinco meses e durante todo esse tempo o clima sempre foi de tensão.

“O administrador e o filho dele rondam o acampamento armados. Apesar disso, no despacho da Vara Agrária, consta que nós trabalhadores é que estamos ameaçando os funcionários. Isso não existe”, retrucou, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas.

Antônio Soares revelou que as famílias cumprirão a determinação judicial, mas que permanecerão na área, acampadas à margem da estrada vicinal, que foi declarada pelo governo de Alagoas como uma via estadual.

“Ficaremos na faixa de domínio do DER (Departamento de Estrada de Rodagem) até que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) resolva nossa situação”, afirmou a liderança do MVT.

Soares cobra ainda uma intervenção do Centro de Gerenciamento de Crises, Polícia Comunitária e Direitos Humanos (CGCPCDH) da Polícia Militar (PM) de Alagoas para que atue na mediação do conflito instalado.

“Estou vendo a hora de acontecer um confronto”, disse a liderança, que cobra a desapropriação das fazendas Castelo e Bom Destino para fins de reforma agrária ou através da aquisição dos imóveis por meio do decreto 433 (Compra e Venda).

A área já foi ocupada no passado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Liga dos Camponeses Pobres (LCP). A reportagem não conseguiu estabelecer contato com os proprietários dos imóveis. O Incra ficou de repassar informações sobre a situação fundiária das fazendas, o que não aconteceu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *