Famílias que ocupam pousada recebem prazo para saída

Famílias recebem prazo para a saída dos oficiais do Centro de Gerenciamento de Crise da PM (Fotos: Severino Carvalho)
Famílias recebem prazo para a saída dos oficiais do Centro de Gerenciamento de Crise da PM (Fotos: Severino Carvalho)

Dia 21 de novembro. Essa é a data para que as famílias sem-teto que ocupam, desde 15 de março, uma pousada desativada no povoado de Ponta de Mangue, em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas, deixem o imóvel. O prazo foi anunciado pelo major Givaldo Vieira, diretor do Centro de Gerenciamento de Crises, Direitos Humanos e Polícia Comunitária (CGCDHPC) da Polícia Militar (PM).

Ele esteve, no dia 12, na área ocupada pelas famílias, acompanhado de policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) e do oficial de Justiça da Comarca de Maragogi, Fábio Luna.

“Retornaremos aqui no dia 21 para averiguar se o local foi desocupado. Caso contrário, marcaremos outra data para o cumprimento da determinação judicial, se necessário com o uso da força policial”, avisou o major, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas.

O mandado de reintegração de posse foi expedido pelo juiz da Comarca de Maragogi, Carlos Aley, no dia 7 de maio. Segundo o oficial de Justiça, as 124 famílias que integram o Movimento de Luta pelo Teto (MLT) foram citadas da decisão em 10 de junho e receberam prazo inicial de 10 dias para a desocupação do imóvel, o que não aconteceu. Também não houve contestação judicial.

A ação foi movida pelo proprietário do imóvel. No local, as famílias ocuparam onze chalés que faziam parte da estrutura da pousada desativada. Os apartamentos encontravam-se em situação precária e foram improvisados como moradia pelos sem-teto. Eles ergueram, ainda, 25 barracos de madeira e lona.

Chalés ocupados estavam abandonados e em situação precária
Chalés ocupados estavam abandonados e em situação precária; foram improvisados como moradia

“A gente não tem onde morar. Encontramos isso aqui abandonado e queremos a desapropriação para a construção de moradias. Se tiver de sair, a gente vai para a beira da pista”, reagiu a liderança local do MLT, Rita de Cássia.

Já a sem-teto Maria da Guia dos Santos, 40 anos, denunciou que o advogado constituído pelo movimento social recebeu honorários, mas não agiu em defesa dos clientes, no caso, das famílias acampadas.

“Nós pagamos para ele nos defender e ele sequer contestou a ação. Eu mesma paguei R$ 60 semana passada e todos aqui pagam R$ 15 por mês para este advogado nos defender”, denunciou ela.

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