Criança de 12 anos é apreendida com revólver

Arma e munições apreendidas (Foto: Severino Carvalho)
Arma e munições que estavam com a criança foram apreendidas (Foto: Severino Carvalho)

Com apenas 12 anos de idade, R.S.L. foi apreendido na manhã desta terça-feira em Maragogi, Litoral Norte do Estado, por uma guarnição da Radiopatrulha (RP) do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM). A criança portava um revólver calibre 32 e chegou a acionar o gatilho contra os policiais, mas a munição falhou.

“Na linguagem policial, o revólver quebrou coco: não conseguiu acionar a munição para a nossa sorte e dele também”, avaliou o cabo PM Douglas Albuquerque, que conseguiu imobilizar o garoto e conduzi-lo à delegacia de Polícia Civil de Maragogi, juntamente com outros dois policiais do 6º BPM.

A apreensão aconteceu no bairro Carvão por volta das 8h30. Na noite anterior, os policiais realizavam rondas quando abordaram o garoto. Ele não portava nada e foi conduzido à casa da mãe. Na manhã desta terça-feira, a guarnição cruzou novamente com R.S.L.

Ao se aproximar, o garoto sacou a arma e tentou atirar contra os policiais. Na delegacia, a mãe revelou que a criança é usuária de drogas, mas não especificou qual substância faz uso. Segundo o chefe de Operações Policiais, Jordão Freitas, R.S.L. foi cooptado pelo tráfico para atuar como “aviãozinho”, fazendo a entrega dos entorpecentes.

O menino confessou que comprou a arma a um homem que mora em Porto Calvo, mas não informou o valor. A Polícia Civil realizou buscas na cidade, mas não conseguiu prendê-lo. O delegado Thiago Prado lavrou um Boletim Circunstanciado de Ocorrência (BOC) por ato infracional (porte ilegal de arma de fogo), um revólver calibre 32 com três munições, uma delas percutida, mas não deflagrada.

A criança foi entregue a mãe e o caso seguiu para o Ministério Público (MP). A promotora de Justiça, Francisca Paula de Jesus, decidirá sobre qual medida socioeducativa será proposta a R.S.L., dentre as quais a privação e restrição de liberdade, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma vez que o ato infracional foi considero de natureza grave (Artigo 121).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *