Costa dos Corais Convention quer discutir segurança pública na AMA

Representantes do trade se reuniram com a comandante do 6° BPM (Foto: Carlos Rosa / GA)

O Costa dos Corais Convention e Visitors Bureau (CCC&VB) vai pleitear a realização de uma reunião na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em Maceió, com objetivo de discutir a segurança pública na região Norte do Estado. Os hoteleiros estão preocupados com a elevação dos números de assaltos e furtos, sobretudo ao longo do litoral.

O assunto foi discutido no encontro ocorrido na sede do CCC&VB, em Maragogi, na quarta-feira (29), entre a diretoria da entidade, associados, a comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), tenente-coronel, Fátima Basílio, e a secretária municipal de Turismo, Talita Pires.

“A AMA é o ambiente ideal para discutirmos assuntos que interessam os municípios de forma regionalizada, a exemplo da segurança pública, em busca de soluções”, afirmou a presidente do CCC&VB, Vergínia Stodolni.

De acordo com ela, a secretária de Turismo de Maragogi ficou de buscar o agendamento da reunião na Associação dos Municípios por meio do prefeito, Fernando Sérgio Lira (PP). O gestor faria a articulação política para que o encontro aconteça.

Índices

Os empresários avaliam que não é preciso que os índices de violência se elevem para que o Estado passe a tomar medidas de combate à criminalidade, investindo em equipamentos e material humano. Eles julgam que antes de qualquer atitude é necessário investir em prevenção.

“Se esperarmos que os índices de violência se elevem para a tomada de providências, o destino já estará fatalmente afetado. Essa forma de dimensionar o policiamento não serve para a economia do turismo”, alertou Luiz Cláudio Gonçalves, o “Lula”, dono de pousada no distrito de Peroba e conselheiro do CCC&VB.

Lula observa, entretanto, que os dados sobre a violência na região Norte do Estado podem estar subdimensionados, uma vez que as delegacias de plantão, a exemplo da distrital de Maragogi, deixaram de funcionar nos finais de semana. Toda a demanda, a exemplo de boletins de ocorrência e flagrantes são direcionados à 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil (8ª DRPC), em Matriz de Camaragibe.

“Isso desestimula o morador e, sobretudo, o turista que tem de se deslocar de Maragogi para Matriz, cerca de 70 km, para fazer um simples boletim de ocorrência”, destacou Lula.

Os hoteleiros, através do CCC&VB, vão levar à questão à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) para tentar sensibilizar o governo do Estado no sentido de melhorar a segurança pública no Litoral Norte de Alagoas, principalmente em Japaratinga e Maragogi.

Eles desejam que seja construída em Maragogi uma delegacia regional, um pleito que se arrasta há mais de dez anos. O CCC&VB chegou, inclusive, a aprontar o projeto arquitetônico destinado à construção de uma delegacia modelo, em área cedida pela prefeitura, mas o projeto não avançou.

Recentemente, o governo anunciou a instalação de um Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) em São Miguel dos Milagres, mas que atenderá apenas a região da Rota Ecológica, do outro lado do Rio Manguaba, entre Porto de Pedras e Passo de Camaragibe.

“Estamos cansados da condição de pedinte. Entre Maragogi e Japaratinga circulam mais de 400 mil turistas por ano. A região é de divisa e tem um potencial natural e econômico muito grande, por isso necessita de um projeto de segurança pública mais eficaz”, afirmou Lula.

Batalhão

A Comandante do 6º BPM afirmou que, no tocante à Polícia Militar (PM), já reforçou o policiamento nas praias de Maragogi e Japaratinga para coibir assaltos e furtos a banhistas. Entretanto, segundo ela, o patrulhamento que era feito por meio de três motocicletas teve de ser suspenso porque os veículos apresentaram problemas mecânicos e estão no conserto.

“O policiamento continua sendo feito, mas por meio de viaturas (carros). Já solicitei novas motos ao Comando porque as que existem são antigas e desgastadas. O ideal é que sejam destinadas seis motocicletas”, afirmou Fátima Basílio.

A comandante, porém, afirmou que os hoteleiros precisam investir em segurança privada e alertar seus hóspedes sobre os locais de grande incidência de assaltos. Fátima Basílio cobrou, ainda, a execução de políticas públicas por parte do município e uma atuação mais eficaz do Conselho Tutelar para que crianças e adolescentes não passem a praticar delitos.

“As portas do Batalhão estão abertas para servir e nós, dispostos a trabalhar, sempre. Mas, é praticamente impossível reduzir a zero os índices de criminalidade. Empresários e o poder público também necessitam fazer a sua parte”, declarou a tenente-coronel.

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