Copa não deixa saudades para hotelaria de AL

Só os grandes hotéis conseguiram manter boa ocupação (Foto: Severino Carvalho)
Só os grandes hotéis conseguiram manter boa ocupação durante a Copa (Foto: Severino Carvalho)

Se a Seleção Brasileira decepcionou em campo, a Copa do Mundo de Futebol deixou um sentimento de frustração para o trade turístico do Litoral Norte de Alagoas. Os pequenos meios de hospedagem sofreram ainda mais com a baixa ocupação, que não passou de 30%.

Esperava-se que a localização de Maragogi, a 130 quilômetros do Recife (PE), uma das sedes do torneio internacional de futebol, servisse como um imã, atraindo o fluxo turístico para a Costa dos Corais, o que não aconteceu.

“Em relação à Copa do Mundo, em uma avaliação geral, não foi positiva para o trade turístico. Existem relatos de associados que receberam alguns hóspedes que vieram para Copa, porém não foi um número significante. Os que visitaram o destino no intervalo dos jogos ficaram surpresos com as belezas naturais e temperaturas das águas”, avaliou o diretor executivo do Costa dos Corais Convention & Visitors Bureau (CCVB), Leandro Lira.

A queda também foi sentida em Japaratinga, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres. “Nossa ocupação no mês de junho de 2014 foi uma das mais baixas. Tivemos durante todo o período de jogos uma baixa geral”, lamentou Fred Araújo, dono da Pousada 12 Cabanos, em Japaratinga.

Mas, passado o período dos jogos, a hotelaria da Costa dos Corais começa a dar sinais de recuperação. “Para julho, iniciam as novas reservas pós Copa. Para este final de semana, já estamos com todas as unidades ocupadas e seguem algumas reservas durante as semanas seguintes”, comemora Fred Araújo.

A pousada do empresário José Carlos, em São Miguel dos Milagres, cuja ocupação não passou dos 25% no período da Copa, registrou taxa de 50% no dia 16 de julho e de hoje até o fim do mês permanecerá com todas as unidades ocupadas.

“Durante a Copa, registramos ocupação de 20% a 25%, quando o normal para esse período é de 80%. Numa opinião bastante honesta, a Copa do Mundo foi ruim para toda a hotelaria de Alagoas. Em Maceió, teve hotel grande com 20% de ocupação, quando o normal para o período é de 85%”, comparou José Carlos.

Estratégias de vendas salvaram o período para os grandes hotéis da Costa dos Corais. A taxa nos resorts oscilou entre 60% e 70%, um pouquinho abaixo da média para o período, que é de 80%.

“Positivamente, a Copa não influenciou em nada. Tivemos uma ocupação boa entre junho e julho porque montamos uma estratégia de vender antecipadamente”, revelou o gerente geral do Salinas do Maragogi All Inclusive Resort, Ricardo Almeida.

Na avaliação dele, o alto custo das passagens aéreas, a ameaça das manifestações, o caos nos aeroportos – o que acabou não acontecendo – seguraram os turistas tradicionais em casa durante o torneio mundial de futebol, resultando na baixa ocupação verificada nas cidades que não eram sedes do mundial.  Definitivamente, a Copa não deixou saudades para a hotelaria alagoana.

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