Carretas tombam na BR-101 em Novo Lino e Joaquim Gomes

Carreta tombou à margem da BR-101, em Novo Lino (Fotos: Severino Carvalho)
Carreta tombou à margem da BR-101, em Novo Lino (Fotos: Severino Carvalho)

Uma carreta que transportava produtos de higiene pessoal tombou, na manhã desta quarta-feira, no KM 05 da BR-101, no município de Novo Lino, região Norte do Estado. O motorista Claudemir Benedito Félix, 53 anos, sofreu apenas escoriações. A carga foi saqueada.

Chovia no momento do acidente, que aconteceu por volta das 10 horas. Segundo Claudemir, o motorista de um veículo de passeio, que estava à frente da carreta, freou bruscamente, provocando o acidente. Claudemir seguia do Rio de Janeiro (RJ) com destino ao Recife (PE), onde entregaria a carga.

Ainda na BR-101, no KM 29, no município de Joaquim Gomes, uma carreta carregada com quatro bobinas metálicas tombou. O acidente aconteceu na manhã de terça-feira (07), mas, até a tarde desta quarta, o material ainda continuava à margem da rodovia.

Dois caminhões-guincho e um guindaste recolhiam o veículo (cavalinho), a carga e o que sobrou da carreta. Unidades da Polícia Rodoviária Federal (PRF) controlavam o tráfego de veículos no local para evitar novos acidentes.

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Com 12 toneladas cada uma, bobinas ficaram à margem da pista

O motorista, Rodrigo José da Silva, de Santa Catarina, contou que uma outra carreta, que vinha no sentido contrário, invadiu a faixa, provocando o acidente. A carga, avaliada em R$ 96 mil, só não foi saqueada porque cada bobina pesa 12 toneladas.

“Não levaram a carga, mas roubaram tudo o que estava na cabine: som, TV, DVD, tacógrafo, nota fiscal e até as chaves da carreta”, lamentou o motorista, que seguida de Guarulhos (SP) com destino ao Cabo de Santo Agostinho (PE).

Acidentes acontecem com frequência na BR-101, em Alagoas. Segundo o funcionário de uma empresa de guincho, ele atende, em média, 15 sinistros por semana no trecho entre São Sebastião, no Baixo São Francisco, e Novo Lino, no extremo Norte de Alagoas.

“A estrada é péssima, não tem acostamento, nem sinalização. As obras de duplicação deixaram a rodovia ainda mais perigosa”, afirmou ele.

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