Ao menos 35 prefeituras paralisam atividades em AL

Prefeitura de Maragogi amanheceu de portas fechadas (Foto: Severino Carvalho)
Prefeitura de Maragogi amanheceu de portas fechadas (Foto: Severino Carvalho)

As prefeituras localizadas na região Norte do Estado amanheceram, nesta segunda-feira (20), de portas fechadas. Os gestores aderiram à paralisação que tem por objetivo alertar a população sobre as constantes quedas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e as dificuldades financeiras que se instalaram.

De acordo com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), ao menos 35 prefeituras alagoanas já aderiram à paralisação desta segunda-feira. Ainda nesta manhã, os prefeitos se reúnem na sede da instituição, em Maceió, para discutir um conjunto de ações administrativas que serão adotadas para enfrentar a crise.

Alguns municípios já tomaram medidas administrativas de contenção de gastos. Elas serão aparentadas durante o encontro e debatidas. “São medidas impopulares, mas que terão de ser adotadas, infelizmente”, afirmou o presidente da AMA, Jorge Dantas.

O prefeito diz que é necessário um novo pacto que altere a repartição do bolo tributário. Hoje, os municípios recebem apenas 12,5% de tudo que é arrecadado.

“Estamos administrando com os mesmos recursos que não acompanham os aumentos como de salários, alimentação, combustível e custeio”, acrescenta o presidente.

Dantas salienta, ainda, que a população precisa conhecer a atual realidade e ajudar a pressionar o Congresso Nacional para que as medidas de socorro financeiro possam ser aprovadas. Na região Norte dos Estados, a prefeituras aderiram à paralisação. Apenas os serviços essências são mantidos.

Maragogi e Japaratinga, por exemplo, já anunciaram medidas administrativas como contenção de gastos com transporte, exonerações de contratados e comissionados e corte de gratificações. Os prefeitos enfrentam dificuldades para honrar compromissos com fornecedores e servidores municipais.

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